Foco de calor não é incêndio nem área queimada: como o INPE conta cada ponto de fogo visto do espaço no Brasil, por que o satélite Aqua pesa tanto nessa conta e como ler o painel sem cair em armadilha
Para o INPE, foco de calor é um pixel de imagem de satélite com fogo dentro, que pode esconder uma queimada pequena ou um incêndio enorme. A série que compara os anos usa um único satélite, o Aqua, que está no fim da vida. Veja o método, as armadilhas e setembro bioma por bioma.
Focos de calor de 26 de setembro de 2026 (dia em UTC): 14.307 detecções somando os 12 satélites do arquivo diário do INPE e 655 pelo satélite de referência, o Aqua (AQUA_M-T). O mesmo fogo pode ser registrado por mais de um satélite. Arte: Watts & Wild, com dados do INPE (Programa Queimadas).Wikimedia Commons (CC BY 3.0 BR).
O Brasil somou 20.253 focos de calor de 1º a 25 de setembro de 2026, pelo satélite de referência do INPE. Esse número não conta incêndios: conta pixels de imagem de satélite em que o sensor encontrou fogo.
A definição está nas perguntas frequentes do Programa Queimadas, do INPE, que acompanha o fogo na vegetação por satélite. A NASA descreve o mesmo conceito na FAQ do sistema FIRMS, que reúne dados de fogo ativo do mundo.
Foco de calor é um pixel quente, não um incêndio, e o número que vale para comparar anos vem de um satélite só. A comparação honesta usa esse satélite, o mesmo intervalo de dias nos dois anos e totais mensais, nunca o valor de um dia isolado.
Para o INPE, foco de calor, foco de queima e hotspot querem dizer a mesma coisa
A FAQ do instituto trata foco de calor, foco de queima, foco de incêndio, hotspot e fire pixel como sinônimos. Um foco é o mesmo que um pixel de queima, e pode indicar uma queimada pequena, várias pequenas ou uma muito grande.
O sensor trabalha no infravermelho, e não na luz visível que o olho humano enxerga. Por isso o sistema aponta que existe fogo, mas não avalia o tamanho da área em chamas nem o tipo de vegetação.
Um incêndio grande vira dezenas de focos, e o mesmo fogo aparece em vários satélites
Nas palavras do INPE, a relação entre foco e queimada não é direta. Um fogo extenso ocupa vários pixels vizinhos, cada pixel vira um foco, e assim vários focos ficam associados a um único evento.
O instituto cita o incêndio da Terra Indígena Parque do Araguaia, em 2017, que durou mais de um mês e queimou cerca de 10.000 km², e pergunta se aquilo seria um incêndio só.
O Pantanal de 2019 e 2020 aparece na mesma FAQ como fogo que se espalhou por semanas. Por isso o INPE diz que os focos não são medida absoluta do fogo, que certamente é maior do que eles indicam.
Nuvem, fogo rasteiro na mata fechada e queimada rápida escapam do sensor
O INPE lista o que impede ou prejudica muito a detecção: frente de fogo com menos de 30 metros, fogo só no chão de mata densa, sem atingir a copa, nuvem sobre a região e queimada curta entre duas imagens.
Também escapa o fogo numa encosta de montanha quando o satélite só observou o outro lado. Já uma frente de uns 30 metros de extensão por 1 metro de largura é detectada pelos sensores do Aqua e do Terra.
Sobre a fumaça, as duas fontes divergem. O INPE afirma que nuvens de fumaça não atrapalham; a NASA escreve que nuvens, fumaça densa ou copa de árvores podem esconder um fogo por completo. Na nuvem comum, as duas concordam.
O ponto no mapa costuma cair a algumas centenas de metros do fogo real
A coordenada de um foco é o centro de um pixel de cerca de 1 km, e não necessariamente o lugar exato das chamas, diz a NASA. O INPE calcula erro médio de uns 400 metros, e perto de 80% dos focos ficam a até 1 km do ponto indicado.
No melhor caso, pela FAQ, a imprecisão fica em torno de 375 metros, mas pode chegar a 6 km. Um foco dentro de uma fazenda ou de um parque pede cuidado antes de ser atribuído a um dono.
A série do INPE compara os anos pelo olhar de um único satélite
O satélite de referência é aquele cujos focos diários formam a série histórica usada para analisar tendência ao longo dos anos. É dele o número do painel de estatísticas do INPE, que compara mês a mês desde 1998.
O instituto admite que esse satélite mostra só uma fração do número real de focos. Ele serve para tendência porque usa sempre o mesmo método de detecção e gera imagens em horários próximos, dia após dia.
A troca do NOAA-12 pelo Aqua, em julho de 2002, deixou um degrau na série
De 1º de junho de 1998 a 3 de julho de 2002, o satélite de referência foi o NOAA-12. Desde então é o AQUA_M-T, que leva o sensor MODIS e passa no início da tarde.
A FAQ reconhece que essa transição causou uma descontinuidade na quantidade de focos. Recorde de fogo, portanto, só se compara de 2002 em diante, dentro da era do Aqua.
Com a chamada Base 2, de 2017 e 2018, o INPE passou a usar o algoritmo MODIS Collection 6, da NASA e da Universidade de Maryland. Uma resposta da FAQ cita o NOAA-12 até 2012, mas a tabela oficial e os arquivos de dados trazem o Aqua desde 2002.
O Aqua cruza o equador por volta das 13h30 e cobre o planeta a cada um ou dois dias
Pela FIRMS, o Aqua passa sobre o equador por volta de 13h30 e de 1h30, no horário local médio. A faixa de imagem do MODIS tem 2.330 km de largura, o que dá cobertura global a cada um ou dois dias.
Na tabela do INPE, o AQUA_M-T tem órbita polar, sensor MODIS, pixel de 1 km e duas passagens por dia. Por causa desse tamanho, uma queimada de algumas dezenas de metros quadrados aparece como tendo pelo menos 1 km².
Desde janeiro de 2022 o Aqua está à deriva e passa cada vez mais tarde
Um resumo técnico da NASA com a situação em 8 de agosto de 2025 conta que, desde maio de 2002, a passagem do Aqua pelo equador ficou sempre entre 13h30 e 13h45. Em janeiro de 2022, o satélite entrou em deriva livre.
Em fevereiro de 2023, o Aqua passou do limite científico de 13h45, e a previsão era chegar a cerca de 15h30 em julho de 2026. Na página sobre a transição do MODIS para o VIIRS, a NASA pede que os usuários acompanhem essas mudanças e avaliem o impacto.
Nos arquivos do INPE, as detecções de referência se concentravam nas faixas das 16h e 17h GMT em 2021, e das 17h e 18h em 2025. De 1º a 24 de setembro de 2026, 18.478 das 19.902 caíram nas faixas das 18h e 19h GMT (15h e 16h em Brasília).
Quanto esse atraso muda a quantidade de focos detectados, as páginas do INPE e da NASA sobre o Aqua não calculam. Sem essa conta, o horário não serve para explicar alta ou queda em 2026.
A NASA projetou desligar os instrumentos em 26 de agosto de 2026, e em setembro o Aqua seguia contando focos
No resumo de agosto de 2025, a NASA projetava o desligamento dos instrumentos do Aqua para 26 de agosto de 2026. Depois viria a passivação da espaçonave, marcada para 11 de novembro de 2026.
A página da missão, atualizada em 3 de setembro de 2026, dizia que o Aqua tinha chance forte de seguir operando em setembro de 2026. No arquivo do INPE, o AQUA_M-T registrou 515 focos no Brasil em 24 de setembro.
A data efetiva do desligamento não aparece nas páginas da NASA sobre a missão. A única orientação pública do INPE sobre quem substitui o Aqua está na sua FAQ, e não traz data.
O sucessor previsto, o VIIRS, tem pixel de 375 metros e enxerga cerca de dez vezes mais focos
Na FAQ, o INPE informa que o satélite de referência passará a ser o NPP-Suomi, com o sensor VIIRS, e que a série será ajustada. O motivo dado é direto: o VIIRS detecta cerca de dez vezes mais focos que o MODIS.
Na tabela de satélites do instituto, os VIIRS a bordo do NPP, do NOAA-20 e do NOAA-21 trabalham com pixel de 375 metros, contra 1 km do MODIS.
A NASA também aponta esses três VIIRS como continuidade do Aqua MODIS, em órbitas de horário parecido. A conta de 2002 em diante só continua comparável se a série for ajustada, como o próprio INPE prevê.
Somar todos os satélites repete o mesmo fogo: 640 mil detecções contra 19,9 mil
O arquivo mensal oficial do INPE para setembro de 2026, com dados de 1º a 24, traz 640.879 detecções de todos os satélites juntos. O AQUA_M-T responde por 19.902 delas, ou 3,1% do total.
Os maiores volumes vêm do GOES-19, com 162.624, e do NOAA-21, com 140.026. O GOES-19 é geoestacionário, faz uma imagem a cada 10 minutos com pixel de 2 km e substituiu o GOES-16 em 7 de abril de 2025.
O INPE não usa geoestacionários como referência por causa do pixel muito maior e da operação irregular. Como o mesmo fogo é visto por vários satélites no dia, a FAQ marca a soma geral como não válida para comparar períodos.
Como ler o painel de focos do INPE em cinco passos
O painel de estatísticas compara o total de focos do satélite de referência mês a mês, desde 1998, com recorte por bioma. Os cuidados abaixo vêm das regras do próprio INPE.
- Confira o satélite. No painel, o número já é o de referência; em outros arquivos do INPE, filtre o AQUA_M-T antes de contar.
- Veja até que dia vai o dado. O mês mais recente é parcial e vai do dia 1 até ontem.
- Compare o mesmo intervalo de dias nos dois anos. Dividir 22 dias de um ano pelo mês inteiro do outro distorce a variação.
- Use totais mensais, não dias. O painel não recomenda comparar valores diários, e a FAQ fala em intervalos maiores que 10 dias.
- Leia mínima, média e máxima como passado. Esses três valores do painel não consideram o ano corrente.
O mapa do BDQueimadas é atualizado a cada 10 minutos, e as estatísticas do portal, até quatro vezes por dia. No arquivo nacional do painel, cada foco conta uma vez só.
Três leituras erradas que já circularam com números de fogo de 2026
A primeira mistura mês parcial com mês inteiro. O 244% atribuído ao Amazonas na imprensa dividia 3.240 focos de 1º a 22 de setembro de 2026 pelos 942 do setembro inteiro de 2025; no mesmo intervalo, a alta dá 319,1%.
A conta completa está em de onde vêm os 244% e os 282% dos focos no Amazonas. Os dois percentuais usam recortes de datas diferentes.
A segunda soma todos os satélites: de 1º a 24 de setembro de 2026, o total geral passava de 30 vezes o do satélite de referência, o único que serve para comparar anos.
A terceira compara ano parcial com ano fechado. De janeiro a setembro de 2025, com o mês completo, o Brasil teve 75.745 focos; de 1º de janeiro a 23 de setembro, foram 68.250.
O ranking dos 20 municípios com mais focos de calor em 2026 usa o mesmo corte de datas nos dois anos. O mesmo cuidado aparece na comparação dos focos no Cerrado desde 2021, sempre de 1º de janeiro a 23 de setembro.
Área queimada é outro produto do INPE, feito com Aqua e Terra e ainda provisório
Para medir área, o INPE tem o AQ1km, feito com dados MODIS dos satélites Aqua e Terra, com resolução de 1 km. O método vem de um algoritmo publicado em 2015 na revista Remote Sensing por Libonati, DaCamara, Setzer, Morelli e Melchiori.
O produto está em validação, no nível de maturidade Provisório, e o INPE pede que quem publica os dados indique essa qualidade provisória. Para mais precisão, o instituto aponta a Área Queimada 30m, feita com o satélite Landsat.
Em fevereiro de 2026 saiu a Coleção 2. A versão anterior deixava de fora focos vizinhos a áreas já queimadas, o que subestimava a extensão real do fogo; a nova também retirou áreas espúrias, como indústrias e fazendas de painéis solares.
Na Amazônia de 2026, a área queimada subiu 65% e os focos, 27%
Postas lado a lado, de janeiro a agosto, as duas medidas oficiais do INPE não andam no mesmo passo. Na Amazônia, a distância entre as duas é a maior da tabela.
| Bioma | Área queimada 2025 | Área queimada 2026 | Variação | Focos 2025 | Focos 2026 | Variação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Amazônia | 24.918 km² | 41.103 km² | +65% | 13.446 | 17.018 | +27% |
| Cerrado | 80.427 km² | 68.750 km² | -15% | 22.772 | 19.303 | -15% |
| Caatinga | 15.280 km² | 14.810 km² | -3% | 4.064 | 4.257 | +5% |
| Mata Atlântica | 13.096 km² | 8.741 km² | -33% | 6.497 | 4.770 | -27% |
| Pantanal | 546 km² | 1.083 km² | +98% | 173 | 384 | +122% |
| Pampa | 921 km² | 331 km² | -64% | 579 | 236 | -59% |
| Brasil | 135.188 km² | 134.818 km² | 0% | 47.531 | 45.968 | -3% |
Janeiro a agosto de cada ano. Área: AQ1km Coleção 2 do INPE (arquivo de 3/9/2026, dado provisório). Focos: satélite de referência, arquivo do painel do INPE gerado em 26/9/2026.
Na maior parte dos biomas, área e focos sobem ou descem juntos, mas não na mesma proporção. Na Caatinga os sinais se invertem: a área caiu 3% e os focos subiram 5%. Os números mostram a diferença, mas não explicam a causa, e o dado de área ainda é provisório.
O Pantanal teve a maior alta nas duas medidas. Em Mato Grosso do Sul, o boletim estadual que mostra a área queimada no Pantanal quase triplicando usa outra base, em hectares e até 17 de setembro, e não se mistura com o AQ1km.
Setembro bioma por bioma: a série do satélite de referência desde 1998
A tabela soma os focos de setembro de cada bioma no arquivo que alimenta o painel do INPE, gerado em 26 de setembro de 2026 às 23h05, com dados até o dia 25.
| Setembro de | Amazônia | Cerrado | Caatinga | Mata Atlântica | Pantanal | Pampa | Brasil |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 1998 | 19.214 | 17.843 | 2.642 | 1.678 | 542 | 31 | 41.976 |
| 1999 | 16.106 | 14.455 | 1.117 | 3.306 | 1.922 | 8 | 36.914 |
| 2000 | 10.062 | 10.117 | 1.504 | 1.100 | 503 | 7 | 23.293 |
| 2001 | 15.528 | 16.623 | 3.996 | 1.418 | 2.264 | 0 | 39.829 |
| 2002 | 48.549 | 30.105 | 5.099 | 6.764 | 2.662 | 238 | 93.417 |
| 2003 | 47.789 | 29.227 | 7.234 | 11.963 | 1.188 | 357 | 97.758 |
| 2004 | 71.522 | 33.509 | 4.848 | 7.396 | 3.963 | 157 | 121.395 |
| 2005 | 68.560 | 24.521 | 3.623 | 2.632 | 2.997 | 122 | 102.455 |
| 2006 | 51.028 | 16.566 | 2.550 | 5.120 | 1.024 | 187 | 76.475 |
| 2007 | 73.141 | 49.980 | 5.239 | 7.170 | 5.498 | 192 | 141.220 |
| 2008 | 26.469 | 15.477 | 2.888 | 4.094 | 1.660 | 83 | 50.671 |
| 2009 | 20.527 | 9.851 | 2.746 | 1.831 | 1.127 | 34 | 36.116 |
| 2010 | 43.933 | 52.491 | 4.376 | 5.026 | 3.072 | 132 | 109.030 |
| 2011 | 16.987 | 26.468 | 3.486 | 7.050 | 807 | 233 | 55.031 |
| 2012 | 24.067 | 30.053 | 3.626 | 3.082 | 2.518 | 62 | 63.408 |
| 2013 | 16.786 | 12.615 | 2.452 | 2.839 | 1.201 | 126 | 36.019 |
| 2014 | 20.522 | 15.523 | 2.079 | 3.493 | 375 | 57 | 42.049 |
| 2015 | 29.326 | 23.795 | 4.079 | 3.219 | 1.181 | 139 | 61.739 |
| 2016 | 20.460 | 13.256 | 2.095 | 4.146 | 2.000 | 252 | 42.209 |
| 2017 | 36.569 | 26.975 | 1.759 | 4.939 | 2.588 | 65 | 72.895 |
| 2018 | 24.803 | 11.467 | 2.820 | 2.309 | 785 | 67 | 42.251 |
| 2019 | 19.925 | 22.989 | 2.827 | 4.333 | 2.887 | 273 | 53.234 |
| 2020 | 32.017 | 21.802 | 3.037 | 4.279 | 8.106 | 88 | 69.329 |
| 2021 | 16.742 | 19.939 | 5.392 | 4.756 | 2.954 | 46 | 49.829 |
| 2022 | 41.282 | 13.651 | 2.983 | 2.082 | 242 | 73 | 60.313 |
| 2023 | 26.449 | 13.230 | 4.552 | 1.872 | 373 | 10 | 46.486 |
| 2024 | 41.463 | 29.319 | 2.910 | 6.715 | 2.688 | 59 | 83.154 |
| 2025 | 7.211 | 14.543 | 3.363 | 2.855 | 189 | 53 | 28.214 |
| 2026 (1 a 25/9, parcial) | 10.887 | 6.486 | 2.044 | 723 | 94 | 19 | 20.253 |
Fonte: INPE, Programa Queimadas, arquivo do painel de estatísticas (brasil.json), leitura de 26/9/2026 com dados até 25/9/2026. A coluna Brasil de 1998 inclui 26 focos sem bioma. Setembros de 1998 a 2001 medidos pelo NOAA-12.
Nos anos fechados, o maior setembro do Brasil desde 2002 foi o de 2007, com 141.220 focos, e o menor foi o de 2025, com 28.214. A média de setembro de 1998 a 2025 fica em 63.454 focos.
Na Amazônia, setembro de 2025 teve 7.211 focos, o menor desde 2002, e até 25 de setembro de 2026 o bioma já somava 10.887. A alta no estado está em focos de calor no Amazonas em setembro de 2026.
No Cerrado, o maior setembro foi o de 2010, com 52.491 focos, e 2026 somava 6.486 até o dia 25. No Pantanal, o recorde é de 2020, com 8.106, e o menor desde 2002 foi o de 2025, com 189.
Setembro de 2026 só fecha no painel em 1º de outubro: o que conferir nesse dia
Como o mês corrente vai do dia 1 até ontem, os focos de 30 de setembro só entram no painel em 1º de outubro. Até lá, qualquer total de setembro de 2026 é parcial, inclusive o da tabela acima.
No fechamento, vale conferir três pontos: se a data limite do arquivo chegou a 30 de setembro, se o AQUA_M-T registrou focos até o fim do mês e se a NASA mudou a expectativa de vida do satélite.
Quando o Aqua deixar de enviar dados, a FAQ do INPE prevê o NPP-Suomi como novo satélite de referência e o ajuste da série que vem desde 2002.
Leia também: os alertas de desmatamento do Cerrado no DETER, outro sistema de satélite do INPE, que acompanha desmatamento, e não fogo.
No seu estado, o número de focos que circulou em setembro vinha do satélite de referência ou da soma de todos os satélites?



