A maioria dos bichos do mar profundo acende a própria luz, mas a ciência não sabe por quê
No mar profundo, 80% dos animais que vivem entre 200 e 1.000 metros de profundidade produzem a própria luz, segundo a NOAA, a agência oceânica e atmosférica dos Estados Unidos. Essa luz, chamada de bioluminescência, nasce de uma reação química dentro do corpo do bicho.
Imagem: Bioluminescence 2009 Expedition, NOAA/OER./Wikimedia Commons (Public domain). Origem: upload.wikimedia.org.
Na terra firme o fenômeno é raro. No oceano, na coluna de água aberta, é a regra.
Como o animal fabrica a luz
Bioluminescência é luz produzida por um organismo por meio de uma reação química. Todos os seres que fazem isso usam uma reação entre uma enzima e um substrato. As espécies, porém, usam substâncias diferentes no processo, o que sugere que a capacidade de brilhar surgiu de forma independente muitas vezes na evolução.
| Assunto | A maioria dos bichos do mar profundo acende a própria luz, mas a ciência não sabe por quê |
|---|---|
| Data | 26/10/2026 |
| Número citado | 80%: No mar profundo, 80% dos animais que viv |
| Fonte | oceanexplorer.noaa.gov |
A cor mais comum é o azul, justamente a que viaja melhor pela água. O brilho pode ir de quase violeta a verde-amarelado e, muito raramente, chegar ao vermelho.
Quem brilha no escuro do mar
A bioluminescência é mais comum entre peixes, lulas e o zooplâncton gelatinoso, grupo que inclui águas-vivas, sifonóforos e ctenóforos, animais feitos quase só de água. Esse é o cenário na chamada zona pelágica, a coluna de água do oceano.
O fundo do mar é quase totalmente escuro, mas a luz ainda importa por lá. Para quem quer ver o fenômeno mais perto de casa, o Rota Planeta tem a matéria sobre a bioluminescência no mar brasileiro.
O que a ciência sabe e o que ainda não sabe
A NOAA diz que a luz pode dar vantagem de sobrevivência no escuro: ajudar a achar comida, participar da reprodução e servir de defesa. Mas a agência é direta: não se conhece de verdade a função principal da bioluminescência.
Os cientistas também ainda não sabem por que ela é comum na água do mar e ausente nos sistemas de água doce e na terra, nem como o fenômeno evoluiu. É um assunto, nas palavras da NOAA, com muito mais perguntas do que respostas.
Por que é tão difícil estudar
Observar esses animais não é simples. Ligar luzes fortes faz os bichos móveis fugirem e pode cegar para sempre órgãos de visão sensíveis. Organismos transparentes ou camuflados podem ficar quase invisíveis mesmo sob luz forte, e muitos tipos de bioluminescência não aparecem em luz comum. Coletar amostras também é extremamente difícil.
Outro texto do site mostra como mudanças na cor da água do litoral chamam atenção, caso de a maré vermelha, se é contaminação ou algo natural. Para acompanhar novas descobertas, a página de curiosidades do Ocean Exploration, da NOAA, reúne os dados sobre a vida no mar profundo.
Fonte: oceanexplorer.noaa.gov.
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