Só um setembro da série foi mais quente que este, segundo o Copernicus
A temperatura média global do ar em setembro de 2026 ficou 1,63 °C acima do nível pré-industrial. Foi o segundo setembro mais quente da série, atrás só de 2023, segundo o Copernicus. A média global do mês ficou em 16,27 °C.
Imagem: Reprodução/s.w-x.co. Origem: s.w-x.co.
É o segundo mês seguido acima de 1,5 °C, depois de agosto. Esse é o limite que o Acordo de Paris tenta evitar a longo prazo.
O que o número mede
A referência pré-industrial é a média de 1850 a 1900. Para chegar ao número, o Copernicus usa o conjunto de dados ERA5.
Um mês acima de 1,5 °C não quer dizer que o planeta já passou do limite do Acordo de Paris, que se mede em décadas e não em meses. Mas meses seguidos acima da marca chamam atenção.
Oceano no recorde
A temperatura média da superfície do mar, entre 60 graus sul e 60 graus norte, bateu recorde para setembro, com 21,05 °C. O valor supera o de 2023, que era 20,92 °C.
O El Niño tem papel nisso. Na região Niño 3.4, usada para acompanhar o fenômeno, a temperatura bateu o maior valor já registrado para setembro. Ficou acima dos picos de eventos muito fortes, como os de 2015 e 2016.
Europa seca e quente
A Europa Ocidental teve o setembro mais quente, empatado com 2023, depois de um verão recorde. Em trechos do Reno, do Danúbio, do Vístula e do Garonne-Dordogne, a vazão caiu ao mínimo para o mês.
A seca afetou o abastecimento de água, a agricultura e a navegação em vários países.
Gelo no polo
No Ártico, o mínimo anual, em 13 de setembro, foi o 14º mais baixo da série. Na Antártida, o máximo anual de gelo marinho veio em 10 de setembro. Foi o terceiro mais baixo desde 1978, ano em que começa a série de satélites.
O Copernicus avisa que o El Niño ainda deve se intensificar. Ele pode manter as temperaturas altas até 2027. Quem acompanha clima no Brasil pode conferir os focos de calor de setembro de 2026 e a previsão do Inmet para outubro.
Fonte: climate.copernicus.eu.
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