Cometa mais famoso do céu tem só 16 km no maior lado, mas ainda rende chuva de meteoros
As Orionídeas nascem do cometa 1P/Halley, o mais famoso do céu, e seguem ativas até 7 de novembro de 2026. Cada risco de luz que você vê é um grão de poeira que o Halley deixou para trás e que bate na atmosfera da Terra a cerca de 66 quilômetros por segundo, segundo a NASA.
Imagem: Brocken Inaglory/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). Origem: upload.wikimedia.org.
O pico desta edição foi na noite de 21 para 22 de outubro, mas a chuva continua dando as caras por mais alguns dias, em menor quantidade.
Como um cometa vira chuva de meteoros
Meteoros vêm de restos de cometas e de pedaços de asteroides quebrados. Quando um cometa se aproxima do Sol, a poeira que ele solta se espalha aos poucos e forma uma trilha ao longo da órbita.
| Assunto | Cometa mais famoso do céu tem só 16 km no maior lado, mas ainda rende chuva de meteoros |
|---|---|
| Data | 26/10/2026 |
| Número citado 1 | 76 anos: O Halley leva cerca de 76 anos para dar uma volta |
| Número citado 2 | 76 anos: em 1705 que três cometas anteriores pareciam voltar a cada 76 anos ou perto... |
| Fonte | science.nasa.gov |
Todo ano a Terra cruza essas trilhas. Os grãos colidem com a atmosfera e se desfazem em riscos coloridos de fogo. No caso do Halley, o núcleo libera gelo e poeira rochosa sempre que volta ao Sistema Solar interno. Os grãos que encontram a Terra em outubro viram as Orionídeas, e os de maio viram as Eta Aquarídeas.
Quem quiser acompanhar o calendário pode ver o texto do Rota Planeta sobre as Orionídeas em 2026 e a página com todas as chuvas de meteoros, onde também está a cobertura das Draconídeas, com radiante ao norte.
O cometa Halley em números e em história
O Halley leva cerca de 76 anos para dar uma volta no Sol. Observadores casuais o viram pela última vez em 1986, e ele só entra de novo no Sistema Solar interno em 2061.
O nome homenageia Edmond Halley, que percebeu em 1705 que três cometas anteriores pareciam voltar a cada 76 anos ou perto disso. Ele sugeriu que eram o mesmo astro, e o retorno previsto aconteceu. O Halley é avistado há milênios e aparece na tapeçaria de Bayeux, que registra a Batalha de Hastings, em 1066.
Mede 16 por 8 por 8 quilômetros e está entre os objetos menos reflexivos do Sistema Solar, com albedo de 0,03.
Radiante, velocidade e brilho
O radiante, ponto do céu de onde os meteoros parecem sair, fica na constelação de Órion, que dá nome à chuva. Segundo a NASA, a tabela da agência o situa um pouco ao norte de Betelgeuse, estrela brilhante de Órion. A constelação só ajuda a identificar a chuva, e não é a origem dos meteoros.
Por serem rápidas, as Orionídeas podem deixar rastros luminosos que duram de segundos a minutos e, às vezes, viram bolas de fogo. Sob céu escuro, dá para contar de 10 a 20 meteoros por hora.
Olhe de 45 a 90 graus longe do radiante: os meteoros aparecem mais longos e vistosos. Olhando direto para Órion, eles saem curtos, efeito de perspectiva chamado de encurtamento.
Como observar nos últimos dias
A chuva pode ser vista nos dois hemisférios, nas horas depois da meia-noite. Procure um lugar longe da luz da cidade, leve cadeira ou cobertor e deite-se de barriga para cima, com os pés voltados para o nordeste, se estiver no Hemisfério Sul. Em menos de 30 minutos no escuro, a vista se adapta e os meteoros começam a aparecer. Tenha paciência: o espetáculo dura até o amanhecer.
Fonte: science.nasa.gov.
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