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Tatu-bola se fecha para escapar, mas a caça e a perda de vegetação o alcançam

O tatu-bola se enrola numa bola protegida pela carapaça quando sente perigo, e essa defesa que afasta predadores é a mesma que o deixa fácil de pegar para o ser humano. A espécie, que só existe no Brasil, consta como Em Perigo (EN) na lista usada pelo ICMBio, o instituto federal de conservação da biodiversidade.

Imagem de divulgação: Tatu-bola se fecha para escapar, mas a caça e a perda de vegetação o alcançam

Imagem: John Cummings/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). Origem: upload.wikimedia.org.

O bicho se defende bem de quem o ataca no mato. Não tem defesa contra a caça nem contra a perda do lugar onde vive.

Como a bola funciona e onde ela falha

O tatu-bola (Tolypeutes tricinctus) tem uma carapaça dura e se fecha ao sinal de perigo. A National Geographic Brasil descreve que isso ajuda na fuga de predadores, mas facilita a captura por gente: basta pegar a bola.

Ver no mapa: Brasil
Mapa: Brasil (© colaboradores do OpenStreetMap)

Ele é endêmico do Brasil e vive na Caatinga. O Cânion do Rio Poti, trecho de 180 quilômetros entre o Piauí e o Ceará, marca o limite norte da distribuição da espécie.

Cena de reportagem: tolypeutes tricinctus (Brazilian Three-banded Armadillo), no trecho “O que ameaça a espécie”
Reprodução/wir.iucnredlist.org. Fonte

O que ameaça a espécie

A reportagem cita a perda de vegetação como uma das principais pressões: segundo um pesquisador ouvido por ela, 45% da cobertura vegetal da região da espécie já foi perdida. Também afetam áreas importantes, como o cânion do Poti, a mudança do clima, as barragens e a mineração ilegal.

A caça é outra pressão. Um pesquisador diz que caçadores locais costumam poupar as fêmeas, enquanto quem vem de fora e caça para consumo próprio ou venda pesa mais.

Existe uma área de proteção: o Parque Estadual do Cânion do Rio Poti, criado em 2017, com 24 mil hectares no lado piauiense. A reportagem diz que ele pode ajudar a proteger a espécie.

O plano oficial de conservação

O ICMBio mantém o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Tamanduá-bandeira, Tatu-canastra e Tatu-bola, o PAN Tamanduá e Tatus. O plano do tatu-bola fechou o primeiro ciclo em 2019, e a espécie entrou no plano maior em 2020.

Em 2026, o ICMBio elaborou o segundo ciclo, que vale de 2026 a 2031 e cobre quatro espécies ameaçadas: tamanduá-bandeira, tatu-canastra, tatu-bola e tatu-bolinha. O objetivo geral é reduzir as principais ameaças a elas nos próximos cinco anos. O plano abrange Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.

Na lista do ICMBio, o tatu-bola está como EN, Em Perigo. O tatu-bolinha (Tolypeutes matacus), parente próximo que vive principalmente no Pantanal, também foi validado como ameaçado. A National Geographic Brasil o descreve como vulnerável na lista da IUCN, e a categoria varia conforme a lista consultada.

Outros bichos ameaçados no Brasil

Quem acompanha o assunto pode ler também sobre o peixe-boi marinho, criticamente ameaçado e a desova das tartarugas marinhas. Para acompanhar o plano de 2026 a 2031, o ICMBio mantém uma página do PAN com os produtos de cada ciclo.

Fonte: gov.br.

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