Primata ameaçado ganha reduto no oeste paulista, mas a área não é para turista livre
A Estação Ecológica Mico-Leão-Preto protege 6.680,67 hectares de Mata Atlântica no extremo oeste de São Paulo e leva o nome de um primata ameaçado que só vive nessa região do país.
Imagem: Miguelrangeljr/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.
A unidade é federal, foi criada por decreto de 16 de julho de 2002 e ampliada por outro decreto, de 14 de maio de 2004, segundo o ICMBio, o instituto federal de conservação da biodiversidade.
O nome da unidade conta a razão de existir: guardar um pedaço de floresta onde o mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) ainda vive.
O que é a unidade e onde fica
A estação fica no Pontal do Paranapanema, no extremo oeste do estado. A sede, em Presidente Epitácio, funciona na Estrada Boiadeira Norte, no bairro Vila Santa Rosa. A gestão regional é da GR4 Sudeste, do ICMBio.
O decreto de 2002 criou a unidade para proteger amostras da Mata Atlântica e apoiar a pesquisa científica. Naquela época, a responsável era o Ibama, e hoje a gestão é do ICMBio.
Por que uma estação ecológica, e não um parque
Estação ecológica é uma categoria de unidade de conservação feita para a pesquisa e a proteção da natureza, e não para visitação livre. A visitação pública, nesse tipo de unidade, é restrita a fins educacionais. Por isso, quem pretende conhecer a área deve falar antes com a gestão pelo e-mail esecmicoleaopreto@icmbio.gov.br.
A estação não é um parque aberto ao turismo: ela existe para proteger o habitat do mico-leão-preto e permitir estudos. A ampliação de 2004 aumentou a área protegida em relação ao decreto original, que descrevia cerca de 5.500 hectares.
A área protegida e o fogo
Os 6.680,67 hectares ficam num pedaço de Mata Atlântica, bioma que perdeu grande parte da cobertura original. O ICMBio também mantém um plano de manejo integrado do fogo para a unidade, de 2023, e abriu uma seleção temporária de agentes ambientais em 2026, com vagas para prevenção e combate a incêndios na região.
O que fica de lição
A unidade mostra que a proteção de uma espécie passa pela proteção do lugar onde ela vive. Outras espécies ameaçadas do país também dependem de planos e de áreas protegidas, como o peixe-boi marinho, criticamente ameaçado, e o tatu-bola.
Fonte: gov.br.
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