Área do Rio que leva o nome de um primata é maior que muitos parques; veja por quê
A Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São João/Mico-Leão-Dourado leva o nome do primata porque protege a bacia onde ele vive, em 150.374,61 hectares de Mata Atlântica no estado do Rio de Janeiro.
Imagem: Mistvan/Wikimedia Commons (Public domain). Origem: upload.wikimedia.org.
A unidade foi criada por decreto de 27 de junho de 2002, segundo o ICMBio, o instituto federal de conservação da biodiversidade.
Aqui o nome não é só homenagem. A espécie aparece na lista de animais ameaçados protegidos pela unidade.
O que é uma APA e onde fica
APA é a sigla de Área de Proteção Ambiental, categoria de unidade de conservação que costuma reunir terras públicas e particulares, com regras para o uso do território. A página do ICMBio não detalha esse conceito. O que ela informa é que a unidade fica na Mata Atlântica, no Rio de Janeiro, e tem a sede na Rodovia BR-101, quilômetro 214, em Silva Jardim.
O endereço postal é em Casimiro de Abreu. A gestão regional é da GR4 Sudeste, do ICMBio.
Um plano de 2008 para 150 mil hectares
A APA tem plano de manejo, aprovado pela Portaria nº 9, de 9 de setembro de 2008. O plano cobre uma área maior que a de muitos parques: 150.374,61 hectares.
Com essa dimensão, a unidade funciona como um grande corredor de proteção em torno dos remanescentes de mata, uma interpretação que ajuda a entender o nome, mas que o ICMBio não escreve na página. O que o órgão registra é a lista de espécies ameaçadas ali presentes.
Quem mais vive lá
Além do mico-leão-dourado (Leontopithecus rosalia), o ICMBio lista outras espécies ameaçadas protegidas na unidade:
- preguiça-de-coleira (Bradypus torquatus);
- lobo-guará (Chrysocyon brachyurus);
- gato-maracajá (Leopardus pardalis mitis);
- bagrinho (Microcambeva barbata);
- borboleta-da-praia (Parides ascanius);
- onça-parda (Puma concolor capricornensis).
A lista mostra que a área protege muito mais que um macaco: peixe, borboleta e grandes mamíferos dividem a mesma bacia.
Para quem quer saber mais
Para entender o trabalho em torno da espécie, o Rota Planeta publicou por que o mico-leão-dourado depende de florestas conectadas e a história de outro primata, o mico-leão-da-cara-dourada, que ganhou um plano de dez anos. Para falar com a unidade, os telefones divulgados pelo ICMBio são (21) 97897-0405 e (21) 97898-8381.
Fonte: gov.br.
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