Papua-Nova Guiné emite 32 megatoneladas de carbono em queimadas, recorde para a época
As queimadas na Papua-Nova Guiné liberaram cerca de 31 a 32 megatoneladas de carbono até 17 de outubro de 2026, o maior volume já registrado para essa altura do ano. A NASA publicou a análise em 22 de outubro. O texto fala em "quase 32 megatoneladas", mas a legenda do gráfico traz 30,5.
Imagem: Lula Oficial/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: commons.wikimedia.org.
A reportagem não resolve a diferença.
A ilha de Nova Guiné é dividida entre a Papua-Nova Guiné e a província indonésia de Papua.
Por que tanto fogo
A seca está ligada a um El Niño forte. Em partes da região sul, o Trans-Fly, houve mais de 90 dias seguidos sem chuva. Algumas áreas receberam entre 5% e 10% da chuva normal desde agosto.
A grande maioria dos incêndios é provocada por pessoas. Queimadas de manejo, feitas para limpar terra, às vezes saem do controle quando o tempo está seco. A NASA não informa a área queimada.
Comparação com outros anos
Pelo texto, a emissão da Papua-Nova Guiné é a maior já registrada nessa época do ano. O lado indonésio da ilha, a província de Papua, passou de 35 megatoneladas, e ocupa o terceiro lugar, atrás de 2015 e 1997.
O cientista Guido van der Werf disse que a Papua-Nova Guiné "vai se tornar o ano recorde" e pode superar 1997. Os números vêm do banco de dados GFED, que usa imagens de satélite para estimar as emissões.
O que o fumo causou
A fumaça aparece bem nas imagens do sensor VIIRS, do satélite NOAA-20. A foto de 11 de outubro mostra uma nuvem espessa saindo do sul da ilha. Nas semanas anteriores, a poluição atrasou e cancelou voos, fechou escolas e levou autoridades a pedir que crianças e idosos usassem máscara.
Para ver como a fumaça de queimadas afeta outros lugares, leia sobre o efeito da fumaça no carbono da Amazônia. Para o risco de fogo no Brasil, veja o alerta para a Serra do Amolar.
Fonte: science.nasa.gov.
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