Jardineira da floresta ganha plano nacional no Paraguai, com um responsável por ação
O Paraguai montou um plano nacional de conservação para a anta, que teve queda de mais de 90% na parte leste da Mata Atlântica do Alto Paraná. A informação é de um texto do Smithsonian publicado em 13 de outubro de 2026.
Imagem: Bernard DUPONT from FRANCE/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0). Origem: upload.wikimedia.org.
O plano foi construído em uma oficina em Hernandarias, no Paraguai, entre 11 e 13 de fevereiro de 2026, e as autoridades começam agora a colocá-lo em prática.
Na mesma região, mais de 90% das florestas tropicais do Paraguai desapareceram, segundo o mesmo texto.
Por que a anta foi escolhida
A anta é uma espécie guarda-chuva. Ao proteger o habitat dela, a conservação também beneficia outras espécies que dividem a mesma floresta.
O texto chama a anta de "jardineira da floresta". Ela é uma dispersora de sementes importante, o que significa que ajuda a espalhar árvores e a manter a mata viva.
O que o plano prevê
Mais de 60 espécies foram avaliadas, com base em 14 critérios ecológicos, culturais e de gestão. O resultado são 105 ações de conservação, cada uma com indicadores e responsáveis institucionais definidos.
Cada ação tem um responsável definido, o que facilita acompanhar se o plano avança. Essa é uma das diferenças em relação a planos que ficam só no papel.
Quem está envolvido
O Smithsonian trabalha com a Itaipu Binacional desde o fim de 2021, para definir prioridades de espécies e planejar a conservação. A aliança também inclui o Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável do Paraguai, o MADES, e a FUNDAZOO.
A cientista pesquisadora do Smithsonian Ana María Sanchez-Cuervo disse que a anta ocupa "um cruzamento único" para o trabalho da instituição.
Para outro caso de conservação na América do Sul, leia sobre a queda do nível do rio Paraguai em Ladário, no Pantanal. Para outro animal ameaçado de extinção, veja o tambaqui, classificado como vulnerável pelo Inpa.
Fonte: nationalzoo.si.edu.
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