Onça-pintada é ameaçada de extinção, mas a onça-parda entra no plano como beneficiada
O segundo ciclo do Plano de Ação Nacional para a Conservação dos Grandes Felinos vale de 2025 a 2030 e tem a onça-pintada como espécie ameaçada de extinção. Quem divulga é o ICMBio. O plano também cobre a onça-parda, tratada como espécie beneficiada.
Imagem: Bernard DUPONT from FRANCE/Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0). Origem: upload.wikimedia.org.
O primeiro ciclo foi de 2018 a 2023. O novo plano dá continuidade ao trabalho, e a primeira monitoria está marcada para 2026, segundo o painel de gestão do ICMBio.
Quem está no plano
Os planos de ação nacional, os PANs, reúnem metas e ações para melhorar a situação de espécies ameaçadas. Neste caso, são duas.
- Onça-pintada (Panthera onca): categoria VU, ou vulnerável, na Lista Nacional de Espécies Ameaçadas de Extinção vigente quando o plano foi publicado.
- Onça-parda (Puma concolor): categoria NT, ou quase ameaçada. É a espécie beneficiada, isto é, ganha proteção por viver nas mesmas áreas.
O objetivo e os seis biomas
O objetivo geral é melhorar a situação populacional das duas espécies, com ênfase nas áreas estratégicas de conservação indicadas no plano. O ICMBio lista seis biomas na abrangência: Amazônia, Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica, Pampa e Pantanal.
Na prática, o plano olha para ambientes muito diferentes. Uma onça da Amazônia vive em floresta densa, e uma do Pantanal, em planície alagável. A página do ICMBio não detalha os desafios de cada bioma, mas indica que as ações podem ser consultadas na Matriz de Planejamento do plano.
O que já foi entregue
No segundo ciclo, a página lista um produto ligado à ação 4.2: o perfil no Instagram e a divulgação de informações da campanha Somos Onça. É um exemplo de ação de comunicação, voltada a informar o público sobre a convivência com os felinos.
Para quem quer ver onça de perto
O Pantanal é um dos biomas do plano e um destino conhecido para observação. Para ver como a conservação chega à prática, leia sobre a soltura de uma onça-pintada na Serra do Amolar, em Corumbá e sobre a região da Serra do Amolar. Os dados do plano estão na página do ICMBio, que também traz a portaria de aprovação e a matriz de planejamento para consulta.
Fonte: gov.br.
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