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Animais e natureza

Foca que não pode voltar ao mar ganha morada fixa em aquário; veja por quê

A foca-cinzenta Pearl não pode voltar ao mar porque a coluna deformada a impede de sobreviver sozinha na natureza. Ela vai morar no Maritime Aquarium at Norwalk, em Connecticut, nos Estados Unidos. A história foi publicada pela NOAA Fisheries em 8 de outubro de 2026.

Imagem de divulgação: Foca que não pode voltar ao mar ganha morada fixa em aquário; veja por quê

Imagem: gailhampshire from Cradley, Malvern, U.K/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Origem: upload.wikimedia.org.

Pearl recebeu o nome pelo pelo prateado e brilhante. Antes de chegar ao aquário definitivo, ela encalhou duas vezes.

Primeiro encalhe, quando era filhote

Em janeiro de 2025, Pearl foi encontrada em uma praia de Charlestown, em Rhode Island, ainda como filhote de cinco semanas. O Mystic Aquarium cuidou da reabilitação dela. Em abril de 2025, a foca foi solta.

Cena de reportagem: file:Duna cinzenta Baleal.jpg - Wikipedia, no trecho “Segundo encalhe, com lesões”
Foto: Júlio Reis/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). Fonte

Segundo encalhe, com lesões

Em agosto de 2025, banhistas viram uma foca perto de Gin Beach, em Montauk, Nova York. Ela tinha uma massa grande perto da pelve e ferimentos nas costas e nas nadadeiras. Os banhistas chamaram a linha de emergência de mamíferos marinhos.

A equipe do New York Marine Rescue Center a recebeu para reabilitação. Os veterinários fizeram uma radiografia e encontraram uma curvatura na coluna. Com o tempo, essa curvatura piorou e passou a prejudicar o movimento da nadadeira traseira esquerda.

Marcas de tags antigas

Os ferimentos também mostraram que Pearl já tinha usado tags de monitoramento. Havia resina seca em torno de um corte nas costas, e as duas nadadeiras traseiras tinham entalhes em forma de V. Esses sinais indicam a presença de um transmissor por satélite e de tags nas nadadeiras.

Cientistas costumam colocar esses equipamentos em animais durante pesquisas ou depois da reabilitação, para acompanhar os movimentos. No caso dela, o transmissor não estava mais presente. Para outros temas sobre a vida marinha, veja a série sobre mudanças climáticas.

Um lar definitivo

Dylan Salamone, curador assistente de mamíferos do aquário de Norwalk, disse que a instituição ficou animada por ter sido escolhida. Kimberly Damon-Randall, diretora do Escritório de Recursos Protegidos da NOAA Fisheries, agradeceu à rede de resgate e aos zoológicos e aquários que dão uma segunda chance a animais como Pearl.

Para entender como o Brasil cuida de animais marinhos que precisam de reabilitação, leia sobre o trabalho do Projeto Tamar e sobre o papel do Ministério do Meio Ambiente nessas ações.

Fonte: fisheries.noaa.gov.

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