A USP ficou em 141º lugar no ranking mundial de universidades da Times Higher Education, a melhor posição dela na lista; em ensino, é a 48ª do mundo, mas em qualidade da pesquisa fica atrás de mais de mil
No ranking de 2027 da Times Higher Education, divulgado nesta terça, 29, a USP subiu da faixa de 201 a 250 para a 141ª posição, entre 2.297 universidades. A redação abriu os dados pilar por pilar: a USP é a 48ª do mundo em ensino e a 1.059ª em qualidade da pesquisa.
A Torre do Relógio, na Cidade Universitária da USP, em São Paulo. Imagem de arquivo, de julho de 2017. Foto: Mike Peel, Wikimedia Commons, CC BY-SA 4.0.
A Universidade de São Paulo ficou em 141º lugar no THE World University Rankings 2027, divulgado nesta terça-feira, 29. Divide a posição com a Adelaide University, da Austrália. Na edição anterior, a USP estava na faixa de 201 a 250.
Segundo o Jornal da USP, é a melhor colocação da universidade nesse ranking. Ela também é a mais bem posicionada entre as ibero-americanas: a Universidade de Barcelona, a melhor da Espanha, veio logo atrás, empatada em 143º.
Em ensino, a USP está entre as 50 do mundo
A nota geral é a soma de 18 indicadores, agrupados em cinco pilares. O THE publica a nota de cada universidade em cada pilar, e a redação colocou as 2.297 em ordem, uma por uma.
Em ensino, a USP teve nota 68,6, a 48ª maior do mundo. No ambiente de pesquisa, que mede volume, dinheiro e reputação da pesquisa, ficou em 70º. Em indústria, que olha a transferência de conhecimento para empresas, em 142º.
Os três pilares subiram de uma edição para a outra. Em ensino, a nota passou de 61,6 para 68,6, e a posição, de 69ª para 48ª. No ambiente de pesquisa, de 55,6 para 64,8, e de 108ª para 70ª.
Onde ela fica atrás de mais de mil
Nos outros dois pilares, a conta é outra. Em qualidade da pesquisa, que mede sobretudo o quanto os trabalhos são citados por outros cientistas, a USP ficou em 1.059º lugar. Em internacionalização, que conta alunos, professores e artigos com parceiros de fora, em 1.235º.
No país, a melhor nota nesse pilar foi a da PUC-Rio, 45,3, pouco acima dos 43 da USP.
Na qualidade da pesquisa, a nota da USP quase não mudou: foi de 53,9 para 55,7. A subida no ranking veio dos pilares em que ela já era forte.
O que a USP diz que mudou
A coordenadora do escritório da USP que cuida dos indicadores de desempenho, Renata Ferretti-Rebustini, disse ao Jornal da USP que a universidade trabalha para melhorar a qualidade e a completude dos dados que envia aos rankings.
Um exemplo citado por ela é o registro do dinheiro captado para pesquisa, com as fundações de apoio e as agências de fomento. Parte da subida, portanto, vem de a USP mostrar melhor o que já fazia. O THE monta o ranking com dados enviados pelas próprias universidades, uma pesquisa de reputação com acadêmicos e a base de artigos científicos.
E as outras 57 brasileiras no ranking THE?
O Brasil tem 58 instituições no ranking de 2027, empatado com a Itália na nona colocação entre os países com mais universidades na lista. Os Estados Unidos lideram, com 168.
Depois da USP, a Unicamp é a segunda brasileira, na faixa de 326 a 350. Em 2026, estava de 351 a 400. Em seguida vêm a UFRJ, de 601 a 650, e a Unesp, de 651 a 700.
A comparação com 2026 tem um limite: na edição passada, o THE juntava as universidades em faixas de 200 posições entre a 601ª e a 1.200ª, e agora usa faixas de 50 até a 700ª.
Mesmo assim, dá para ver três mudanças. A UFSC subiu da faixa de 1.001 a 1.200 para a de 801 a 1.000. A PUC-Rio subiu de 801 a 1.000 para 701 a 800. A PUCRS caiu de 1.001 a 1.200 para 1.201 a 1.400.
Quatro entraram na lista neste ano: as federais do Ceará, da Paraíba e do Tocantins e a PUC-Campinas. Cinco saíram: o Instituto Federal de São Paulo, as federais de Goiás, de Ouro Preto e de Sergipe e a Universidade do Estado da Bahia. Das 58 brasileiras, 20 estão na faixa final, de 2.001 em diante.
Como o Brasil se sai perto dos vizinhos
Na América Latina, as brasileiras ocupam as duas primeiras posições. A melhor do Chile, a Pontifícia Universidade Católica, ficou de 451 a 500. A do México, o Tecnológico de Monterrey, de 501 a 550.
A Universidade dos Andes, a primeira da Colômbia, está de 801 a 1.000. Na Argentina, a mais bem colocada foi a Universidade Nacional de La Plata, de 1.801 a 2.000. Em Portugal, a Universidade de Lisboa ficou de 376 a 400.
Quem está no topo do mundo
A Universidade de Oxford, no Reino Unido, é a primeira do ranking. O MIT vem em segundo, e Princeton e Stanford dividem o terceiro lugar. Das dez primeiras, sete são dos Estados Unidos.
A primeira fora dos Estados Unidos e do Reino Unido é a Universidade Tsinghua, da China, em 11º. Além das 2.297 com posição, outras 849 instituições enviaram dados e aparecem na lista sem colocação, porque não cumpriram os critérios de entrada.
E nos outros rankings?
Segundo o Jornal da USP, a universidade ficou em 133º no ranking QS deste ano, também a melhor do Brasil. No ranking de Xangai (ARWU), está na faixa de 101 a 150.
Cada ranking pesa coisas diferentes, e as posições não se comparam uma com a outra. Aqui no site, tem também a pesquisa com cientistas da USP sobre as pedras dos macacos-prego o mapa-múndi que mostra o Brasil no tamanho real e o levantamento de cientistas brasileiros sobre as orquídeas do país.
Perguntas rápidas
Em que posição a USP ficou no ranking THE 2027?
Em 141º lugar, empatada com a Adelaide University, da Austrália, entre 2.297 universidades ranqueadas. Na edição anterior, estava na faixa de 201 a 250.
Qual é a melhor universidade do Brasil no ranking THE?
A USP. Depois dela vêm a Unicamp, na faixa de 326 a 350, a UFRJ, de 601 a 650, e a Unesp, de 651 a 700. O Brasil tem 58 instituições na lista.
Qual é a melhor universidade do mundo no ranking THE 2027?
A Universidade de Oxford, no Reino Unido. O MIT ficou em segundo, e Princeton e Stanford dividiram o terceiro lugar.
O que pesa no ranking THE?
São 18 indicadores em cinco pilares: ensino, ambiente de pesquisa, qualidade da pesquisa, indústria e internacionalização. A USP vai melhor em ensino (48ª) e pior em internacionalização (1.235ª).



