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Animais e natureza

Tartaruga-verde que come de tudo quando filhote muda o prato ao chegar à costa

A tartaruga-verde começa a vida comendo de tudo e, ao crescer, passa a se alimentar quase só de plantas do mar. A mudança acontece quando o jovem deixa o oceano aberto e chega à região costeira, segundo o ICMBio.

Imagem de divulgação: Tartaruga-verde que come de tudo quando filhote muda o prato ao chegar à costa

Imagem: Symbiosis/Wikimedia Commons (CC BY 2.0). Origem: commons.wikimedia.org.

A espécie, a Chelonia mydas, também é chamada de tartaruga-aruanã. É uma das cinco tartarugas marinhas que frequentam o litoral brasileiro.

Filhotes comem de tudo

Nos primeiros anos, o filhote vive em mar aberto, longe da costa. Nessa fase, ele é onívoro. Come matéria orgânica, águas-vivas, salpas e outros organismos que encontra na superfície.

Cena de reportagem: file:Tartaruga Verde ou Aruanã - Praia de Lopes Mendes - Ilha Grande - RJ.jpg, no trecho “Jovens viram herbívoros”
Foto: Juniorilhagrande/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Fonte

Jovens viram herbívoros

Ao migrar do ambiente pelágico para o nerítico, o juvenil passa a ser predominantemente herbívoro. Nerítico é a faixa rasa de mar perto da costa. Ali, o prato principal são gramíneas marinhas e algas.

Por isso, a tartaruga-verde é a espécie da lista que mais depende desses pastos submersos.

Tamanho e aparência

O adulto pode chegar a cerca de 230 kg. No Brasil, o comprimento curvilíneo médio da carapaça é de 115,6 cm. A carapaça tem quatro pares de placas laterais, uma ao lado da outra.

Os adultos são verde-acinzentados, com o ventre branco nas populações do Atlântico. Já os filhotes têm o dorso negro e o ventre branco.

Cena de reportagem: мультяшный рисованной черепахи клипарт PNG , черепаха клипарт, черепаха, Ручной, no trecho “Onde desova no Brasil”
Reprodução/png.pngtree.com. Fonte

Onde desova no Brasil

A tartaruga-verde desova em ilhas oceânicas: Trindade, no Espírito Santo, o Atol das Rocas, no Rio Grande do Norte, e Fernando de Noronha, em Pernambuco. A temporada reprodutiva vai de dezembro a junho, com pico de desova de janeiro a março. Os ninhos eclodem, em maior número, de fevereiro a maio.

Risco de extinção

A IUCN classifica a espécie como em perigo no mundo. No Brasil, a classificação do Ministério do Meio Ambiente é quase ameaçada, conforme a Portaria GM/MMA 300, de 13 de dezembro de 2022.

Quem planeja visitar Fernando de Noronha na alta temporada pode se informar antes sobre as regras de observação. Para entender o calendário das outras espécies, leia sobre a desova das tartarugas marinhas no Brasil e sobre o trabalho do Projeto Tamar. Veja também a temporada 2026/2027 do Tamar.

Fonte: gov.br.

Leia também: Gigante marinha que come águas-vivas começa a desovar no litoral norte capixaba · Réptil marinho ameaçado de extinção tem pico de desova no Nordeste; veja quando · Ninho de tartaruga-verde em Cuba tinha trigêmeos num só ovo

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