Tubarões atacam cada vez mais peixes fisgados em pesquisas da NOAA no Golfo
Os tubarões atacam cada vez mais os peixes presos nos anzóis das pesquisas da NOAA no Golfo. Em 20 anos de dados, a taxa de predação triplicou, segundo a agência americana. O estudo foi publicado em 19 de outubro de 2026.
Imagem: Jessica Meeuwig/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Predação, aqui, é quando um predador come ou danifica o peixe já fisgado, ou o equipamento de pesca. O problema preocupa os pescadores, porque reduz a quantidade de peixe que chega ao barco e gera prejuízo.
Os números da pesquisa
Os biólogos Trey Driggers e Walter Ingram analisaram 2.846 lances de espinhel no Golfo, entre 2005 e 2025. Foram avaliados 27.001 peixes capturados.
Os pesquisadores confirmaram 1.508 eventos de predação. Os danos ao equipamento sem anzol ficaram de fora, porque não dava para afirmar que tinham sido causados por predador. Isso significa que cerca de 5,6% dos peixes avaliados sofreram predação, por uma conta feita a partir dos números do estudo.
Quem ataca
Os predadores foram identificados 547 vezes. Mais de 99% eram tubarões. Duas barracudas-grandes e um olho-de-boi foram as exceções.
Ao todo, 13 espécies de tubarão participaram. Os mais comuns, em ordem, foram o tubarão-de-areia, o tubarão-galha-preta, o cabeça-chata e o tubarão-tigre.
O pargo-vermelho no alvo
A predação sobre o pargo-vermelho também aumentou, com os níveis mais altos nos anos mais recentes. Por ser uma espécie monitorada e pescada, o dado chama atenção.
Por que isso acontece
A NOAA não confirmou a causa. Trey Driggers sugeriu que, com a recuperação das populações de tubarões, o contato com a pesca fica mais frequente. Segundo ele, o aumento de interações com a pesca é uma consequência lógica.
O estudo é um dos primeiros análises desse tipo baseadas em pesquisa independente da pesca. Até então, a maior parte das pesquisas sobre predação foi feita dentro da própria pesca.
Para ver outros estudos sobre a vida marinha que sofre pressão, leia sobre a lista de peixes e invertebrados ameaçados e sobre o primeiro furacão de 2026 no Golfo.
Fonte: fisheries.noaa.gov.
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