Gigante marinha que come águas-vivas começa a desovar no litoral norte capixaba
A tartaruga-de-couro, a maior das tartarugas marinhas, desova no Brasil só no litoral norte do Espírito Santo, de setembro a março. O pico de desova vai de novembro a janeiro, e o de eclosão dos ninhos, de dezembro a fevereiro, segundo o ICMBio.
Imagem: Coalición Pro CEN/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Outra população desova no Delta do Parnaíba, no litoral do Piauí. A espécie está criticamente em perigo no Brasil.
Um animal de até 500 quilos
A Dermochelys coriacea, também chamada de tartaruga-gigante, pode chegar a cerca de 500 kg. As fêmeas adultas do Brasil têm entre 124,7 e 182 cm de comprimento de carapaça. As nadadeiras dianteiras podem passar de dois metros.
O casco não tem placas externas. É formado por costelas curtas, cobertas por uma pele fina e resistente e por milhares de pequenas placas ósseas subcutâneas, daí o nome "de couro". A cor é negra, com manchas brancas, azuladas e rosadas.
Estado de conservação
A IUCN classifica a espécie como vulnerável no mundo. No Brasil, a Portaria GM/MMA 300, de 13 de dezembro de 2022, a coloca como criticamente em perigo.
O que ela come
A tartaruga-de-couro passa a maior parte da vida no oceano aberto e raramente se aproxima da costa para se alimentar. Come organismos gelatinosos, como águas-vivas e salpas. A cabeça é pequena para o corpo, e a maxila superior tem lâminas afiadas em forma de "W", próprias para capturar águas-vivas.
As outras tartarugas da costa brasileira
Cinco das sete espécies de tartarugas marinhas do planeta frequentam o litoral do Brasil. A tartaruga-de-pente, em perigo no país, desova no litoral sul do Rio Grande do Norte, de novembro a junho, e no norte da Bahia, de setembro a maio. A cabeçuda é classificada como vulnerável.
Como se comportar nas praias na temporada
Não há, na página consultada, regras específicas de conduta. Em época de desova, a recomendação geral é manter distância, não usar luz forte nem flash à noite e avisar o projeto de conservação local ao ver ninhos ou filhotes. Confirme as orientações com o ICMBio e com o Projeto Tamar na região.
Para saber mais, leia sobre a temporada de desova das tartarugas marinhas e sobre o trabalho do Projeto Tamar.
Fonte: gov.br.
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