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Tartaruga sem casca dura mergulha mais fundo que quase todos os mamíferos do mar

O mergulho da tartaruga-de-couro mais fundo já registrado chegou a quase 4.000 pés, cerca de 1.200 metros. Pelo levantamento da NOAA Fisheries, órgão público americano que estuda e protege espécies marinhas, essa profundidade fica acima da de quase todos os mamíferos do mar.

Imagem de divulgação: Tartaruga sem casca dura mergulha mais fundo que quase todos os mamíferos do mar

Imagem: Reprodução/baliwildlife.com. Origem: baliwildlife.com.

Quão fundo ela consegue descer

A tartaruga-de-couro é a maior tartaruga do mundo e também a que mergulha mais fundo entre todas as espécies de tartaruga. Os mergulhos chegam a cerca de 4.000 pés, e ela pode ficar submersa por até 85 minutos. Um animal que precisa respirar ar passar tanto tempo lá embaixo chama atenção, e é por isso que o número importa.

Cena de reportagem: lOOK: The 7 best sea creatures you can spot in waters of North Wales - North Wal, no trecho “Por que ela é diferente das outras tartarugas”
Reprodução/i2-prod.dailypost.co.uk. Fonte

Por que ela é diferente das outras tartarugas

Ela não tem casca dura nem escamas. A pele é escura e borrachuda, e é daí que vem o nome. Por baixo da pele existem pequenos ossos formando a carapaça, com sete cristas ao longo do corpo. As nadadeiras dianteiras são mais longas que as de outras tartarugas marinhas, e as traseiras têm formato de remo.

Essa estrutura ajuda nas migrações longas em busca de alimento. A dieta é de presas de corpo mole, como águas-vivas e salpas, por isso ela não tem o bico forte que outras espécies usam para quebrar animais de casca dura.

Viagens de milhares de milhas por ano

Algumas tartarugas nadam mais de 10.000 milhas por ano entre áreas de desova e áreas de alimentação. Há casos em que a migração média chega a 3.700 milhas em cada sentido, as maiores de qualquer tartaruga marinha. Só as fêmeas saem da água, e apenas para pôr os ovos.

Quem quer entender como esse trajeto funciona na prática pode ler a matéria sobre o rastreamento por satélite de uma tartaruga-de-couro que já publicamos aqui.

Cena de reportagem: snake-necked turtle freshwater, aquatic, carnivorous Britannica, no trecho “Onde ela vive e por que a população diminui”
Reprodução/cdn.britannica.com. Fonte

Onde ela vive e por que a população diminui

A espécie aparece no Atlântico, no Pacífico e no Índico, com desova principalmente em praias tropicais e subtropicais. Nenhum outro réptil tem distribuição tão ampla no planeta.

Só que os números preocupam. A população global caiu cerca de 40% nas últimas três gerações, e a espécie é classificada como ameaçada pela lei americana de espécies ameaçadas. Na Malásia, a desova caiu de cerca de 10.000 ninhos em 1953 para menos de dois ninhos por ano desde 2003. No Pacífico Oriental, a desova diminuiu mais de 90% nas últimas três gerações. As maiores ameaças são a captura acidental em redes de pesca, a caça e a coleta de ovos para consumo humano.

Para ver como a desova aparece em outra espécie, vale ler o caso da tartaruga-oliva que desovou em Sergipe.

Onde conferir o status atual da espécie

A ficha oficial fica na página da espécie no site da NOAA Fisheries, em fisheries.noaa.gov. Ela reúne o estado de proteção e os dados populacionais da espécie. Consultei a página em 27 de outubro de 2026, e é a melhor fonte para checar se a situação mudou.

Fonte: fisheries.noaa.gov.

Leia também: Rastreamento por satélite mapeia rotas da tartaruga-de-couro · Terremoto em Onagawa Chō passou quase sem ser sentido; o motivo está na profundidade · Gigante marinha que come águas-vivas começa a desovar no litoral norte capixaba

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