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Quase metade dos parques e reservas monitorados já sente a seca; piora no Norte

Em setembro de 2026, 148 das 327 unidades de conservação monitoradas pelo Cemaden tinham alguma condição de seca, o equivalente a 45,3% do total. O boletim foi publicado em 2 de outubro e atualizado em 7 de outubro.

Imagem de divulgação: Quase metade dos parques e reservas monitorados já sente a seca; piora no Norte

Imagem: Reprodução/eoimages.gsfc.nasa.gov. Origem: eoimages.gsfc.nasa.gov.

O dado vem do monitoramento de secas e impactos no Brasil do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais. As unidades de conservação são áreas protegidas, como parques e reservas.

O que mudou de agosto para setembro

As categorias mais graves cresceram em um mês. O número de unidades em seca extrema passou de 0 para 2. As que estão em seca severa subiram de 15 para 22, um aumento de 7.

Ver no mapa: Roraima
Mapa: Roraima (© colaboradores do OpenStreetMap)

Isso quer dizer que a seca não só alcançou quase metade das áreas monitoradas, como piorou nas que já estavam afetadas.

Cena de reportagem: nível do Rio Solimões chega a 1.74m e deixa situação dramática no Amazonas, no trecho “Onde a situação é mais grave”
Reprodução/s3.us-east-2.amazonaws.com. Fonte

Onde a situação é mais grave

Segundo o boletim, as unidades em seca severa ou mais grave se concentram principalmente no Amazonas, em Roraima, em Alagoas e no Amapá. Três dessas regiões estão no Norte, e uma, no litoral do Nordeste.

O texto também registra que, em 7 de outubro, os rios Surumu, Cotingo, Tacutu, Uraricoera e Branco estavam abaixo da média em Roraima. A informação aparece na parte do boletim sobre terras indígenas, mas ajuda a ler o cenário da região.

A conta dos 45,3%

Dividir 148 por 327 dá pouco mais de 45%, como informa o Cemaden. Em outras palavras, cerca de uma em cada duas unidades monitoradas tem algum grau de seca. Nem todas estão em situação grave: as categorias severa e extrema somam 24 unidades.

Cena de reportagem: histórica sequía empeoraría en la Amazonía de Brasil, dice científico del clima, no trecho “O que isso significa para quem visita”
Reprodução/assets.bwbx.io. Fonte

O que isso significa para quem visita

O boletim não detalha impactos na fauna, nos incêndios ou no acesso às áreas. Quem planeja visitar um parque ou uma reserva nas regiões citadas deve confirmar com o órgão gestor se há restrições de acesso ou de atividades.

Para entender a pressão sobre os animais no país, leia sobre as apreensões de fauna do Ibama em 2025 e sobre a queda de 73% da fauna selvagem na América Latina. O boletim completo está no site do Cemaden.

Fonte: gov.br.

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