Orionídeas atingem pico na noite de 21 para 22 de outubro e podem produzir cerca de 20 meteoros por hora sob céu escuro
A chuva de meteoros Orionídeas terá seu pico entre quarta-feira, 21 de outubro, e quinta-feira, 22, com possibilidade de cerca de 20 meteoros por hora em condições de céu escuro. Segundo a Live Science, os rastros luminosos são produzidos por partículas deixadas pelo cometa Halley que entram na atmosfera terrestre.
Imagem: Divulgação/Live Science. Origem: livescience.com.
O que acontece: a Terra atravessa uma região com detritos do cometa, favorecendo a observação das chamadas estrelas cadentes.
Por que importa: o fenômeno pode ser acompanhado sem equipamento e é visível nos dois hemisférios, incluindo o Brasil. A NASA recomenda reservar aproximadamente 30 minutos para que os olhos se adaptem à escuridão — um cuidado que ajuda a perceber meteoros menos brilhantes.
O que muda para você: quem pretende observar deve planejar uma sessão na madrugada de quinta-feira, procurar um local seguro com pouca iluminação e conferir a previsão de nuvens. O brilho da Lua poderá reduzir a quantidade de meteoros visíveis durante parte da noite.
Quadro de serviço: como acompanhar as Orionídeas
- Quando: noite de 21 para 22 de outubro de 2026, com preferência pelas horas anteriores ao amanhecer.
- Onde: local seguro, afastado de iluminação intensa e com visão ampla do céu.
- Equipamento: observação a olho nu; não é necessário comprar telescópio ou binóculos.
- Quantidade esperada: cerca de 20 meteoros por hora sob céu escuro, sem garantia de que cada observador verá esse total.
- O que conferir antes: nebulosidade e horário do ocaso da Lua na sua cidade.
- O que permanece incerto: quantos meteoros serão visíveis em cada local, pois isso depende das condições de observação.
Lua poderá atrapalhar durante parte da noite
De acordo com a Live Science, a Lua estará na fase crescente gibosa, com aproximadamente 71% de iluminação. Sua claridade dificulta enxergar os rastros mais fracos.
A reportagem aponta uma oportunidade de céu mais escuro depois que a Lua se puser, antes do amanhecer de quinta-feira. O horário desse intervalo depende da localização do observador, portanto não há um único horário válido para todo o Brasil.
A previsão de céu limpo também precisa ser consultada perto da observação. A data do pico indica a atividade esperada da chuva de meteoros, mas não assegura condições meteorológicas favoráveis.
Por que 20 meteoros por hora não significam um a cada três minutos
A estimativa descreve uma taxa de atividade sob condições favoráveis. Ela não funciona como um cronograma: pode haver intervalos sem nenhum meteoro e outros com várias aparições próximas.
Luzes urbanas, nuvens e obstáculos no horizonte diminuem a parcela do céu que pode ser acompanhada. A Lua acrescenta outra limitação ao tornar menos perceptíveis os meteoros de menor brilho.
Por isso, alguns minutos olhando pela janela podem não representar a atividade da noite. Reservar tempo para observar e permitir a adaptação dos olhos à escuridão melhora as condições da experiência, sem garantir uma contagem específica.
Não é preciso olhar diretamente para Órion
Os meteoros parecem partir de uma região próxima à estrela Betelgeuse, na constelação de Órion. Esse ponto aparente recebe o nome de radiante e explica o nome da chuva.
As partículas, porém, não vêm da estrela. Elas pertencem ao material deixado pelo Halley ao longo de sua trajetória.
Também não é necessário fixar os olhos no radiante. Segundo a Live Science, meteoros observados mais longe desse ponto podem desenhar rastros mais compridos. A orientação prática é acompanhar uma área ampla do céu, em uma posição confortável.
Halley produz a chuva mesmo longe da Terra
A última passagem do Halley pelo Sistema Solar interior ocorreu em 1986, e seu retorno é esperado para 2061. O cometa não precisa estar próximo para provocar as Orionídeas: a Terra encontra partículas que ele deixou em passagens anteriores.
Esses fragmentos entram na atmosfera a aproximadamente 66 quilômetros por segundo. O processo produz os rastros luminosos vistos do solo e, em alguns casos, deixa trilhas que continuam visíveis por algum tempo após a passagem do meteoro.
O mesmo cometa também origina as Eta Aquáridas, observadas em maio. São dois encontros anuais da Terra com regiões de detritos associados à órbita do Halley.
Fonte principal: Live Science. Orientações complementares: NASA — Orionids.
Fonte: livescience.com.
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Fonte: livescience.com.
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