James Webb mostra N159, berçário de estrelas na Grande Nuvem de Magalhães, a 161 mil anos-luz
O telescópio James Webb fotografou a região N159, um berçário de estrelas a 161 mil anos-luz, na Grande Nuvem de Magalhães, segundo a Agência Espacial Europeia (ESA). A imagem mostra nuvens de gás que desabam sob a própria gravidade e viram estrelas novas. Dentro dela, há estrelas em estágios bem diferentes de formação.
Imagem: Reprodução/ESA Space Science. Origem: esa.int.
O que a imagem mostra
As cores têm significado. As manchas azuis são gás de hidrogênio ionizado, aquecido pela luz ultravioleta de estrelas grandes e quentes. As faixas laranja são feitas de moléculas à base de carbono, chamadas hidrocarbonetos aromáticos policíclicos. Já os filamentos vermelho-escuros são de hidrogênio molecular frio.
Os filamentos vermelhos são a parte mais densa da nebulosa. Eles protegem as estrelas novas da radiação forte e dos ventos estelares. Com calma, você consegue ver estrelas como pontos de luz dentro deles e nos pilares laranja que avançam para as bolhas azuis. Com o tempo, essas estruturas se desfazem e deixam as estrelas prontas.
- Onde fica: Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea, a 161 mil anos-luz.
- Idade: menos de 3 milhões de anos, entre as regiões mais jovens da Grande Nuvem.
- Tamanho da imagem: cerca de 230 anos-luz de uma ponta a outra.
- Programa: observação número 5114 do Webb, que compara estrelas em fases diferentes de vida.
Por que o berçário de estrelas N159 importa para entender o começo do Universo
A Grande Nuvem tem muito menos metais que a Via Láctea. Para astrônomos, metais são os elementos mais pesados que hidrogênio e hélio. Com menos deles, a região fica mais parecida com as condições do Universo primitivo.
Com menos metais, a N159 se parece com o Universo primitivo. Por isso, estudar a região ajuda a entender como as estrelas se formavam naquela época.
A N159 também já tinha sido observada. A Nebulosa Borboleta, o ponto brilhante do lado esquerdo da imagem, foi vista em detalhe pelo Hubble pela primeira vez em 1999. Em 2025, outras duas imagens do Hubble mostraram partes do lado leste e do lado oeste das nuvens.
O que os astrônomos encontraram
O Webb conseguiu detectar estrelas muito fracas, com menos de um décimo da massa do Sol. Ele também separou estrelas grandes, quentes e mais evoluídas das protoestrelas ainda envoltas nas nuvens onde nasceram.
Onde a formação está mais no começo? No lado oeste. Lá há mais objetos jovens, concentrados em uma área menor. Isso mostra que a parte oeste está em uma fase mais inicial do colapso que forma as estrelas.
A N159 é um lugar raro para ver o colapso de uma nuvem de gás em todas as fases ao mesmo tempo. Para quem quer entender como as estrelas nascem, a imagem do Webb é um bom ponto de partida.
Fonte: esa.int.
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