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James Webb revela estrelas que a poeira escondia a 3.300 anos-luz da Terra

Você pode explorar uma região de formação de estrelas que a poeira dificultava enxergar: o James Webb revelou numerosos desses objetos em NGC 7129, a cerca de 3.300 anos-luz da Terra. A imagem também registra jatos de material associados a estrelas ainda em formação.

Imagem de divulgação: James Webb revela estrelas que a poeira escondia a 3.300 anos-luz da Terra

Imagem: Divulgação/NASA. Origem: nasa.gov.

A NASA destacou o registro em uma publicação de 20 de outubro de 2026. A imagem havia sido divulgada em 6 de outubro.

O que aconteceu: a visão infravermelha do telescópio permitiu observar estrelas e estruturas dentro de nuvens de gás e poeira.

Por que importa: os instrumentos do Webb captam luz entre aproximadamente 0,6 e 27,9 micrômetros, segundo a descrição técnica da missão. Essa capacidade permite estudar partes dos berçários estelares que ficam obscurecidas em observações na luz visível.

O que muda para você: a imagem e uma experiência interativa permitem conhecer esse ambiente pelo navegador. Ao explorá-las, você pode distinguir estrelas, nuvens e material expelido, em vez de enxergar apenas manchas coloridas.

Como o James Webb observa através da poeira

As estrelas começam a se formar em regiões densas de gás e poeira. Esse material fornece os ingredientes para seu nascimento, mas também dificulta a observação do processo.

A poeira espalha e absorve parte da luz. Comprimentos de onda do infravermelho atravessam essas nuvens com mais facilidade do que a luz visível, conforme explica a NASA em seu guia de astronomia infravermelha.

As estrelas já estavam ali; o Webb tornou possível observar objetos que a poeira escondia.

Isso não significa que o telescópio enxergue através de qualquer quantidade de material. A transparência depende do comprimento de onda observado e das características da nuvem.

A escolha da luz que o instrumento registra faz diferença. Uma região escura em uma imagem pode revelar estruturas em outra faixa do espectro.

O que procurar nas regiões douradas e vermelhas

Na imagem de NGC 7129, as cores ajudam a apresentar diferenças físicas entre as regiões observadas.

O dourado representa gás hidrogênio atômico quente. As áreas vermelhas mostram hidrogênio molecular mais frio, afetado pela atividade de objetos jovens que continuam acumulando matéria.

Mas como uma estrela pode crescer e, ao mesmo tempo, lançar material para fora?

Durante a formação, parte do material é expelida em fluxos que atingem o gás ao redor. Esses encontros produzem choques e ajudam a explicar estruturas irregulares presentes na imagem.

Os jatos fazem parte da atividade de estrelas em formação e não indicam, por si só, uma explosão de supernova.

A explicação ampliada da imagem descreve objetos em diferentes etapas de desenvolvimento. Por isso, o berçário não deve ser interpretado como um conjunto de estrelas que nasceram todas ao mesmo tempo.

As cores permitem ler dados que seus olhos não captam

O infravermelho está fora da faixa visível ao olho humano. Para apresentar as observações, os dados precisam ser traduzidos para cores que conseguimos enxergar.

Assim, a imagem é baseada em observações astronômicas, mas não equivale à vista que uma pessoa teria pela janela de uma nave. As cores funcionam como uma maneira de representar informações captadas pelos instrumentos.

Essa distinção ajuda você a interpretar outras imagens do Webb: uma área vermelha não deve ser automaticamente entendida como fogo, assim como uma região escura não precisa estar vazia.

O processamento desta imagem é creditado a Alyssa Pagan, do Instituto de Ciência do Telescópio Espacial, o STScI. Os créditos institucionais são NASA, ESA, CSA e STScI.

Quadro de serviço: como explorar NGC 7129

A distância também indica quanto tempo a luz viajou

Os 3.300 anos-luz não representam a idade das estrelas. Ano-luz é uma unidade de distância: corresponde ao percurso feito pela luz durante um ano.

Para essa região relativamente próxima em termos astronômicos, a distância significa que a luz registrada viajou por aproximadamente 3.300 anos até chegar até nós.

A imagem recebida agora mostra NGC 7129 como era milhares de anos atrás. A publicação é recente; a luz que revela essas estrelas começou sua viagem muito antes de existir qualquer telescópio.

Fonte: nasa.gov.

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Fonte: nasa.gov.

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