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NGC 1827 vista de lado: a galáxia que ajuda a testar modelos do Universo em escala pequena

A galáxia NGC 1827 apareceu em uma nova imagem do telescópio Hubble, divulgada pela NASA em 16 de outubro. Ela fica a cerca de 37 milhões de anos-luz da Terra, na constelação do Columba, a Pomba.

Imagem de divulgação: NGC 1827 vista de lado: a galáxia que ajuda a testar modelos do Universo em escala pequena

Imagem: Divulgação/NASA. Origem: nasa.gov.

Por que uma galáxia tão distante importa para a gente? A foto sozinha não conta tudo. Ela faz parte de um estudo maior, e esse estudo pode ajudar a resolver um problema da cosmologia.

O que o levantamento do Hubble estuda

Segundo a NASA, a imagem saiu de um levantamento que observa 260 galáxias satélites. Elas giram em torno de 22 galáxias parecidas com a Via Láctea, a nossa. Todas ficam num raio de cerca de 32 milhões de anos-luz da Terra.

Galáxia satélite é uma galáxia menor que orbita outra maior. Elas têm pouca massa. Justamente por isso servem bem ao teste.

Os créditos são da NASA, da ESA e de Michael Jones, do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech). Quem processou foi Gladys Kober, da NASA e da Catholic University of America.

Por que galáxias pequenas servem de teste

Modelos cosmológicos são as receitas que cientistas usam para descrever como o Universo cresceu e se organizou. Esses modelos fazem previsões. Elas precisam bater com o que os telescópios observam.

Modelos cosmológicos ainda têm dificuldade em escalas pequenas. Segundo a NASA, é nessa escala que as previsões nem sempre batem com o que se observa.

Galáxias de baixa massa, como as do programa do Hubble, servem para testar essas previsões numa escala menor. Por isso o levantamento importa. Uma foto sozinha não faz isso. Ele mostra onde a teoria ainda não fecha a conta.

Galáxia NGC 1827: o que se sabe e o que não se sabe

A foto mostra o formato do disco de estrelas, visto de lado. O resto fica por conta do levantamento. Ele serve para medir o que a teoria ainda não explica nas galáxias menores. Aí está o valor da imagem.

Fonte: nasa.gov.

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