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Piracema 2026 em Goiás: pesca fica restrita a partir de 1º de novembro; veja o que ainda pode

A Piracema 2026 em Goiás começa em 1º de novembro e segue até 28 de fevereiro de 2027, segundo o Comprerural. Quem pesca nos rios do estado precisa conhecer as novas regras antes da próxima saída. Algumas modalidades ficam bem mais restritas, e outras seguem com condições específicas.

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Imagem: Divulgação/comprerural.com. Origem: comprerural.com.

O que muda na Piracema 2026 para quem pesca em Goiás

O período de defeso vale para as bacias dos rios Araguaia-Tocantins, Paranaíba e São Francisco. As regras estão na Instrução Normativa Semad nº 17/2026, publicada no Diário Oficial do Estado em 28 de maio de 2026.

Ver no mapa: Piracema
Mapa: Piracema (© colaboradores do OpenStreetMap)

Mas a data é só o começo. A restrição alcança a pesca amadora, a subaquática, a ornamental, a esportiva, a de subsistência e a conduzida. Isso não significa que todas fiquem paradas do mesmo jeito. Há exceções, e elas mudam o que você pode fazer na beira do rio ou no barco.

Por que a piracema existe? Nessa época, muitas espécies de peixes migram pelos cursos d'água para desovar. Reduzir a pesca nesse intervalo dá a elas a chance de completar o ciclo e ajuda a manter os estoques naturais. É a fase em que os cardumes estão mais vulneráveis.

Pesque e solte só vale em reservatórios

Então, dá para pescar em Goiás durante o defeso? A resposta depende da modalidade e do lugar. Pela regra, a pesca esportiva e a conduzida só continuam em reservatórios, e somente no sistema pesque e solte. Nos rios, essa exceção não vale.

Nesse formato, o pescador pode usar linha de mão, vara, linha e anzol, com molinete ou carretilha, além de iscas naturais ou artificiais. Os anzóis precisam ser sem fisga, e cada peixe capturado volta para a água na hora. Durante o defeso, reter, transportar ou consumir esses exemplares é proibido.

Cevas, rações, quireras e outros artifícios para concentrar cardumes também estão vetados. Torneios, campeonatos, gincanas e outras competições de pesca ficam proibidos. Na pesca subaquática, a espingarda de mergulho é prevista nas condições da norma, mas equipamentos de respiração artificial não podem ser usados.

Quadro de serviço: limites, licença e o que não pode

Outra regra que pega muita gente é a Cota Zero. A regulamentação manteve a política para o transporte de pescado nativo capturado em Goiás, por quatro anos a partir da publicação da norma. Fora do defeso, a captura e o consumo no local da pescaria de até 5 kg por pescador continuam permitidos. O transporte rodoviário do pescado nativo, porém, segue sujeito à Cota Zero. Espécies exóticas, alóctones e híbridas têm tratamento diferente, conforme a espécie e a bacia.

Então, o que ainda pode? A pesca esportiva e a conduzida, só em reservatórios e pelo pesque e solte. A pesca de subsistência, feita por quem está em situação de vulnerabilidade social, só para alimentar a família e com até 5 kg por dia. Em qualquer caso, a licença precisa estar com você.

Fonte: comprerural.com.

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