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Novak Djokovic voltou a Pequim depois de 11 anos, venceu o português Nuno Borges por 6-3 e 7-6 na estreia e chegou a 30 vitórias e nenhuma derrota no torneio chinês, onde foi campeão seis vezes

Onze anos depois da última visita, Djokovic entrou de novo na quadra principal de Pequim e manteve uma marca rara no tênis: nunca perdeu um jogo no torneio. A Redação refez as seis campanhas dele, jogo a jogo, com os resultados da ATP. Veja os números e o próximo jogo.

Novak Djokovic acerta um forehand na quadra Arthur Ashe, em Nova York, em agosto de 2026, com o público ao fundo

Djokovic na quadra Arthur Ashe, em Nova York, em 27 de agosto de 2026, dias antes do US Open. Foto: AndrewHenkelman, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

A invencibilidade continua. Djokovic venceu Nuno Borges por 6-3 e 7-6 nesta quarta-feira, 30 de setembro, e agora tem 30 vitórias e nenhuma derrota no China Open, o torneio de Pequim. Foi campeão nas seis vezes em que jogou lá, de 2009 a 2015.

O jogo foi na quadra Diamond, a principal do complexo de Pequim, e durou 1h50, segundo o placar oficial da ATP. Foi a primeira partida oficial de Djokovic desde a derrota na estreia do US Open, há cerca de um mês.

O sérvio tem 39 anos. Pela ATP, ele não jogava o torneio de Pequim desde 2015.

Do outro lado estava Nuno Borges, de 29 anos, nascido em Maia, no norte de Portugal. Ele é o 49º do ranking da ATP, já foi o 30º, em setembro de 2024, e tem um título no circuito.

De onde vem o 30 a 0?

Antes desta quarta, Djokovic somava 29 vitórias e nenhuma derrota no China Open, pelo índice de vitórias e derrotas da ATP citado na prévia oficial do torneio. Com o jogo de hoje, a conta vai a 30.

A Redação conferiu a marca nos resultados de cada edição, no site da ATP. São 30 jogos listados nas seis campanhas. Um deles, contra o americano Mardy Fish nas oitavas de 2010, não teve bola jogada: foi W.O. Os outros 29 foram vitórias em quadra.

Quantos sets ele perdeu em Pequim?

Só três sets perdidos em 29 jogos, pela conta da Redação com os placares da ATP. Djokovic precisou do terceiro set apenas contra Fernando Verdasco, nas quartas de 2009, contra o alemão Michael Berrer, na estreia de 2012, e de novo contra Verdasco, nas oitavas de 2013.

Todos os outros 26 jogos terminaram em dois sets. Em 2014 e 2015, ele foi campeão sem perder set nenhum.

Nesta quarta, ele também não perdeu set, mas o segundo foi apertado. Borges chegou a ficar na frente por 6-5, e o set foi decidido no tie-break, que Djokovic venceu por 7 a 2.

Tabela: Djokovic no China Open de Pequim ganhou 5 jogos em 2009, 4 e um W.O. em 2010, 5 em 2012, 2013, 2014 e 2015, total de 29 vitórias e 3 sets perdidos; finais contra Cilic, Ferrer, Tsonga, Nadal, Berdych e Nadal
As campanhas de Djokovic em Pequim, jogo a jogo, pelos resultados da ATP. Arte e conta: Watts & Wild.

Quem ele venceu nas finais?

As seis finais tiveram nomes de peso. Djokovic bateu o croata Marin Cilic em 2009, o espanhol David Ferrer em 2010, o francês Jo-Wilfried Tsonga em 2012 e o tcheco Tomas Berdych em 2014, pela lista de campeões da ATP.

Contra Rafael Nadal foram duas finais. Em 2013 e em 2015, o espanhol chegou à final e perdeu em sets diretos: 6-3 e 6-4 na primeira, 6-2 e 6-2 na segunda.

Por que ele ficou 11 anos longe?

Pela lista de campeões da ATP, o torneio seguiu sem ele: Andy Murray venceu em 2016, Nadal em 2017, Nikoloz Basilashvili em 2018 e Dominic Thiem em 2019.

Não houve edições de 2020 a 2022. Na volta, Jannik Sinner ganhou em 2023 e 2025, e Carlos Alcaraz em 2024. Em 2011, único ano do período de 2009 a 2015 em que Djokovic não jogou, o campeão foi Berdych.

O que Djokovic disse ao chegar?

Na entrevista antes do torneio, o sérvio disse que se sentia bem fisicamente e que o retrospecto na China lhe dá confiança. “Meu retrospecto fala por si em solo chinês”, afirmou, segundo a ATP.

Ele também lembrou que o complexo foi construído para a Olimpíada de 2008, em Pequim, e citou o carinho dos fãs chineses. Na China, ele ainda ganhou quatro vezes o Masters 1000 de Xangai.

Novak Djokovic abre os braços e olha para cima durante treino aberto na Arthur Ashe, em agosto de 2026
Djokovic em treino aberto ao público na Arthur Ashe, em Nova York, em 27 de agosto de 2026, dias antes do US Open. Foto: AndrewHenkelman, CC BY-SA 4.0, Wikimedia Commons.

Como Djokovic chega aos 39 anos?

A temporada teve altos e baixos. O melhor resultado foi a final do Australian Open, em janeiro, quando perdeu para Carlos Alcaraz. No US Open, em Nova York, caiu na primeira rodada para o argentino Mariano Navone, com problemas físicos, de acordo com a ATP.

Djokovic tem 101 títulos de simples na carreira. Em Pequim, busca o 102º e o primeiro de 2026.

Quem ele enfrenta agora?

Nas oitavas de final, Djokovic enfrenta o chinês Bu Yunchaokete, que entrou no torneio com convite da organização e venceu o argentino Juan Manuel Cerundolo por 2-6, 7-5 e 6-4 na estreia, segundo a chave da ATP.

Do mesmo lado da chave está o alemão Alexander Zverev, primeiro cabeça de chave. Djokovic é o sexto. Pela chave da ATP, os dois podem se cruzar já nas quartas de final, se continuarem vencendo.

O que a marca não diz

O 30 a 0 vale só para o China Open, em Pequim. Não inclui o Masters 1000 de Xangai nem outros torneios disputados na China.

E retrospecto não ganha jogo. As seis campanhas foram entre 2009 e 2015, e em cinco delas ele entrou como primeiro cabeça de chave. Agora chega aos 39 anos como o sexto.

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Perguntas rápidas

Quantas vezes Djokovic ganhou o torneio de Pequim?

Seis: em 2009, 2010, 2012, 2013, 2014 e 2015, segundo a ATP. Ele não disputou o torneio em 2011 nem entre 2016 e 2025.

Djokovic já perdeu algum jogo em Pequim?

Não. Antes desta quarta, eram 29 vitórias e nenhuma derrota no China Open, pelo índice de vitórias e derrotas da ATP. Com a vitória sobre Nuno Borges, são 30.

Contra quem Djokovic joga na segunda rodada em Pequim?

Contra Bu Yunchaokete, tenista da China que recebeu convite para jogar em casa e passou pela estreia em três sets. Pela chave da ATP, quem vencer esse jogo segue para as quartas de final.

Quantos títulos Djokovic tem na carreira?

São 101 títulos de simples no circuito da ATP. Em Pequim, ele busca o 102º e o primeiro de 2026.

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