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Luz do Sol que bate em você ao meio-dia saiu da estrela há pouco mais de oito minutos

A luz do Sol até a Terra leva cerca de 8 minutos. Parece pouco para uma distância tão grande, mas a conta é simples: a luz viaja muito rápido, e o Sol fica a uma distância média de 150 milhões de quilômetros do nosso planeta.

Imagem de divulgação: Luz do Sol que bate em você ao meio-dia saiu da estrela há pouco mais de oito minutos

Imagem: Reprodução/science.nasa.gov. Origem: science.nasa.gov.

Quanto tempo leva a luz do Sol até a Terra

A NASA dá o valor mais preciso na sua tabela de dados rápidos: 8,35 minutos para a luz sair do Sol e chegar aqui. A distância média entre os dois é de 93 milhões de milhas, ou 150 milhões de quilômetros. Os astrônomos chamam esse valor de unidade astronômica, a UA, e usam como régua para comparar a posição de cada planeta em relação ao Sol.

Isso quer dizer que a luz do sol que bate em você ao meio-dia saiu do Sol pouco mais de oito minutos antes. Ou seja, o que você vê no céu é sempre um retrato de alguns minutos atrás.

Cena de reportagem: pPT - A Terra no Sistema Solar Movimento de Rotação Sucessão dos Dias e das Noit, no trecho “Por que só a Terra tem água líquida na superfície”
Reprodução/image3.slideserve.com. Fonte

Por que só a Terra tem água líquida na superfície

A Terra é o quinto maior planeta do Sistema Solar. Ela é um pouco maior que Vênus, e é a maior entre os quatro planetas mais perto do Sol, todos feitos de rocha e metal. Mesmo assim, o que a diferencia de verdade é a água. A NASA afirma que a Terra é o único planeta do Sistema Solar com água líquida na superfície.

O motivo está na temperatura. Aqui ela permite que a água fique líquida por longos períodos, e por isso a maior parte do planeta é coberta por oceanos. Foram esses oceanos que ofereceram um lugar para a vida começar, há cerca de 3,8 bilhões de anos.

Só que essa combinação não é fixa. Algumas das características que tornam o planeta bom para a vida estão mudando por causa das mudanças climáticas, e a NASA trata isso como um ponto de atenção. O que as medições mostram sobre a atmosfera da Terra ajuda a entender parte dessa mudança.

O que há por baixo da superfície

A Terra tem quatro camadas principais, do centro para fora: núcleo interno, núcleo externo, manto e crosta. O núcleo interno é uma esfera sólida de ferro e níquel, com cerca de 1.221 quilômetros de raio. Ali a temperatura chega a cerca de 5.400 graus Celsius.

Ao redor dele fica o núcleo externo, uma camada de ferro e níquel líquidos com cerca de 2.300 quilômetros de espessura. Depois vem o manto, a camada mais grossa, com cerca de 2.900 quilômetros de rocha quente e viscosa, parecida com caramelo. A crosta é a mais fina: tem em média 30 quilômetros sob os continentes e só 5 quilômetros no fundo do mar.

A crosta não fica parada. Ela é dividida em placas enormes que se movem o tempo todo. A placa da América do Norte, por exemplo, avança para o oeste sobre o Oceano Pacífico numa velocidade parecida com a do crescimento das unhas. Quando as placas se atritam, se chocam ou se separam, surgem os terremotos. Quem quer entender mais sobre o centro do planeta pode ver o que se sabe sobre o núcleo interno e a duração do dia.

A Lua, as estações e o calendário

A Terra é o único planeta do Sistema Solar com apenas uma lua. Ela está a cerca de 384.400 quilômetros de distância, e caberiam 30 Terras no espaço entre as duas. Essa lua tem uma função importante: ela estabiliza o movimento de balanço do planeta, o que deixou o clima menos variável ao longo de milhares de anos.

Acredita-se que a Lua tenha se formado depois que um grande pedaço de rocha colidiu com a Terra, há bilhões de anos. Os fragmentos se juntaram e deram origem à Lua.

O planeta gira em volta de si em 23,9 horas e leva 365,25 dias para dar uma volta no Sol. Por isso existe o ano bissexto: a cada quatro anos soma-se um dia ao calendário. A inclinação do eixo, de 23,4 graus, é o que causa as estações. Quando o Hemisfério Norte está inclinado para o Sol, lá é verão, e no Sul é inverno. Seis meses depois, a situação se inverte.

Da próxima vez que sentir o calor do sol na pele, lembre que essa energia percorreu cerca de 150 milhões de quilômetros em pouco mais de oito minutos.

Fonte: science.nasa.gov.

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