Até abril de 2026, só 28,7% do fundo dos oceanos tinha sido mapeado com alta resolução
Até abril de 2026, só 28,7% do fundo dos oceanos do mundo tinha sido mapeado com tecnologia de alta resolução. O resto aparece em mapas de satélite, que mostram a forma geral do leito, mas deixam de fora detalhes como montes submarinos e naufrágios.
Imagem: Reprodução/oceanexplorer.noaa.gov. Origem: oceanexplorer.noaa.gov.
O dado é da NOAA, a agência americana de pesquisa do mar e da atmosfera, e explica por que um planeta coberto por água em cerca de 70% ainda é tão pouco conhecido.
Como funciona o mapeamento do fundo do mar
Todo o leito marinho já foi coberto por dados de satélite. Só que esses dados dão uma visão geral, com pouco detalhe. Para ver o relevo com precisão, entra o sonar multifeixe, instalado em navios de pesquisa, que revela o fundo com muito mais finura.
| Assunto | Até abril de 2026, só 28,7% do fundo dos oceanos tinha sido mapeado com alta resolução |
|---|---|
| Data | 27/10/2026 |
| Número citado 1 | 28,7%: Até abril de 2026, só 28,7% do fundo dos oceano |
| Número citado 2 | 70%: e explica por que um planeta coberto por água em cerca de 70% ainda é tão pouco... |
| Número citado 3 | 56%: Nos Estados Unidos, cerca de 56% do fundo sob as águ |
| Fonte | oceanservice.noaa.gov |
Esse mapa detalhado não é enfeite. Ele mostra onde vale mandar submarinos e veículos operados remotamente, e por isso vem antes da exploração. A NOAA resume a ideia assim: explorar leva a descobertas, mas antes é preciso mapear.
Quanto do mar já foi realmente visto
Nos Estados Unidos, cerca de 56% do fundo sob as águas americanas tinha sido mapeado nesse padrão moderno. Só que essa área é maior que a superfície terrestre dos 50 estados, do Distrito de Columbia e dos cinco territórios somados. Ainda sobra muito leito por mapear.
No mundo, a conta fica mais dura. Exploradores viram menos de 0,001% do fundo do oceano profundo, um pedaço que a NOAA compara ao tamanho de Rhode Island. Como mais de 90% do oceano é fundo profundo, ou seja, passa de 200 metros, a maior parte do mar segue sem ser explorada.
O oceano tem cerca de 360 milhões de quilômetros quadrados de superfície e profundidade média de 3.682 metros. É um espaço enorme, e a maior parte dele ainda está no escuro para a ciência.
Os bichos que ainda nem têm nome
Mapa mostra relevo, não mostra vida. A NOAA estima que existam entre 700 mil e 1 milhão de espécies no oceano, sem contar a maioria dos microrganismos, que são milhões. Cerca de dois terços dessas espécies, possivelmente mais, ainda não foram descobertos ou descritos oficialmente.
A comunidade científica aceita, em média, quase 2 mil espécies novas por ano. Para quem quer acompanhar o trabalho de conservação de bichos marinhos, o Projeto Tamar é um bom exemplo de pesquisa que chega ao público. Outro caso de vida marinha que chamou atenção recentemente é o ninho de tartaruga verde em Cuba.
O próprio mapa também tem limite. Mesmo com o avanço das tecnologias, o mar nunca será explorado por completo, porque a Terra muda o tempo todo. Quem quiser conferir os números de abril de 2026 pode ir direto ao portal de exploração da NOAA, em oceanexplorer.noaa.gov, onde a página sobre o assunto traz os dados completos.
Fonte: oceanservice.noaa.gov.


