Parque famoso pelos cânions também guarda bichos raros, e isso muda o jeito de visitar
O Parque Nacional de Aparados da Serra protege seis espécies que o ICMBio cita como destaque, entre aves, um peixe e um felino. A lista traz o papagaio-de-peito-roxo, o papagaio-charão, o lambari Mimagoniates rheocharis, o caneleirinho-de-chapéu-preto, a onça-parda e a veste-amarela.
Imagem: DiegoArelano/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.
O parque é conhecido pelos cânions. Mas a lista mostra outra coisa: a Mata Atlântica ali guarda bichos raros, e isso muda o jeito de visitar.
As aves: papagaios, caneleirinho e veste-amarela
Os dois papagaios da lista são o papagaio-de-peito-roxo (Amazona vinacea) e o papagaio-charão (Amazona pretrei). O charão vive no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, em florestas com araucárias, e se alimenta das sementes do pinheiro-brasileiro. Na lista da IUCN e na do Brasil, ele aparece como vulnerável.
O tráfico e a perda de habitat estão entre as principais ameaças. As áreas de ocorrência mais bem conservadas ficam em unidades de conservação e em propriedades privadas.
Mais duas aves entram na lista: o caneleirinho-de-chapéu-preto (Piprites pileata) e a veste-amarela (Xanthopsar flavus).
O felino e o peixe
A onça-parda entra na lista como Puma concolor capricornensis, subespécie citada pelo ICMBio. Já o lambari Mimagoniates rheocharis fecha o grupo. Ele mostra que a proteção chega aos riachos do parque.
Como visitar sem atrapalhar a fauna
Observe à distância. Não alimente nem persiga animal nenhum. Faça pouco barulho, use fones em vez de aparelho sonoro e leve o lixo de volta. Em parques nacionais, animais de estimação e drones costumam ser proibidos, então confira as regras antes de ir.
Para ver aves, vá cedo, fique parado e leve binóculo. Anote o que viu. Se não souber identificar a espécie, procure o guia local. Nunca compre nem aceite animal silvestre à beira de estrada, porque o tráfico é uma das ameaças ao papagaio-charão.
Ligue com outras histórias de bicho raro
Quem acompanha espécies ameaçadas pode ler sobre a lista oficial de nove espécies extintas. Outro felino tem história própria: a onça-pintada solta na Serra do Amolar.
Fonte: gov.br.
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