Uma onça-pintada fêmea de 72 quilos, capturada dentro da área urbana de Corumbá em maio de 2026, foi levada de helicóptero e solta na Serra do Amolar, no Pantanal, por uma força-tarefa do Ibama
Depois de meses rondando bairros de Corumbá e atacando animais domésticos, uma onça-pintada adulta foi capturada na noite de 2 de maio de 2026 por uma força-tarefa de 26 instituições coordenada pelo Ibama. No domingo seguinte, a fêmea recebeu colar de monitoramento e voou de helicóptero até a Serra do Amolar, no Pantanal.

Onça-pintada fotografada no Pantanal de Mato Grosso do Sul, mesma espécie e bioma da fêmea capturada em Corumbá e solta na Serra do Amolar. Foto: Bernard Dupont / Wikimedia Commons, CC BY-SA 2.0. Capa recortada em 16:9, sem alteração do conteúdo da imagem.
Uma onça-pintada fêmea foi flagrada repetidas vezes dentro da área urbana de Corumbá, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, nos meses anteriores a maio de 2026.
Em nota da Assessoria de Comunicação Social publicada em 5 de maio, o Ibama informou que o animal foi capturado na noite de 2 de maio e solto dois dias depois na Serra do Amolar. A reserva fica a mais de 200 quilômetros da cidade, segundo o Correio do Estado.
A captura marcou a primeira remoção desse tipo registrada no Pantanal, segundo o Correio do Estado. Uma força-tarefa de 26 instituições, coordenada pelo Ibama, retirou a onça-pintada da área urbana de Corumbá e a soltou na Serra do Amolar depois de avaliação clínica e da instalação de um colar de monitoramento remoto.
Quem é a onça-pintada que rondava os bairros de Corumbá
A onça-pintada é fêmea e tem aproximadamente 4 anos, segundo o veterinário responsável pela avaliação, citado na nota do Ibama. Ela pesa 72 quilos.
Moradores de Corumbá vinham avistando o animal desde o ano anterior à captura, e essas informações ajudaram equipes de campo a localizar a onça-pintada dentro da cidade.
A predação de animais domésticos motivou a captura
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De acordo com o Ibama, a presença da onça-pintada em Corumbá está ligada à dinâmica natural da espécie, que tem ampla área de vida, somada à fragmentação de habitat e à expansão urbana sobre o entorno do Pantanal.
Entre os fatores que levaram à decisão de capturar o animal está a predação de animais domésticos dentro da cidade, risco tanto para a fauna silvestre quanto para a convivência com moradores.
Como foi feita a captura na noite de 2 de maio
A equipe usou duas gaiolas, uma para conter o animal e outra para o transporte, conforme protocolos técnicos que buscam preservar a integridade física da onça-pintada, segundo o Ibama.
Depois de presa, a fêmea passou por avaliação clínica e foi considerada em bom estado de saúde, apta para ser solta em uma área de vida adequada à espécie.
Quais instituições formaram a força-tarefa Onças Urbanas Corumbá-Ladário
A ação foi conduzida pelo Grupo Técnico Onças Urbanas Corumbá-Ladário, formado em 2025 e composto por 26 representantes de instituições federais, estaduais, municipais e da sociedade civil, segundo a nota oficial.
Participaram da força-tarefa o Cenap/ICMBio, a Polícia Militar Ambiental de Mato Grosso do Sul, a Prefeitura de Corumbá, o Instituto Homem Pantaneiro, a RPPN Jaguarte e o Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Oeste.
Por que a Serra do Amolar foi escolhida como destino
A Serra do Amolar, no Pantanal sul-mato-grossense, é considerada uma área adequada para a reintegração de onças-pintadas ao habitat, segundo o Ibama, e fica a mais de 200 quilômetros de distância de Corumbá.
A região reúne quase 300 mil hectares de mata preservada perto da fronteira com a Bolívia, de acordo com dados reunidos pelo Correio do Estado sobre a operação.
A viagem de helicóptero até o Pantanal
O transporte até a Serra do Amolar foi feito por helicóptero do Exército Brasileiro, com apoio do Comando Militar do Oeste, segundo o Ibama.
Antes da soltura, a onça-pintada recebeu um colar de monitoramento remoto, equipamento que passou a acompanhar em tempo real os deslocamentos do animal na nova área.
O colar de GPS vai acompanhar a onça por pelo menos um ano
O colar de monitoramento remoto deve funcionar por pelo menos 12 meses e vai registrar áreas de uso, rotas de deslocamento e padrões de comportamento da onça-pintada na Serra do Amolar, segundo o Ibama.
Reportagem do Correio do Estado sobre a operação apurou que o equipamento custou cerca de R$ 70 mil e consegue captar sinal mesmo em trechos próximos à fronteira com a Bolívia.
Onças-pintadas em áreas urbanas do Pantanal são comuns?
A ocorrência de onças-pintadas perto de centros urbanos no Pantanal não é um fenômeno isolado, segundo o Ibama: ela está ligada à ampla área de vida da espécie e à fragmentação de habitat.
O mesmo tipo de aproximação entre bichos silvestres e áreas humanas também aparece em outras cidades brasileiras, à medida que bairros avançam sobre áreas antes só de fauna nativa.
O acompanhamento da onça ficou por conta de reportagens locais
A nota oficial do Ibama, publicada dias depois da soltura, trata da operação em si. Números como a distância de mais de 200 quilômetros até a Serra do Amolar e o custo do colar de monitoramento vêm de reportagem do Correio do Estado sobre o caso.
Parte da imprensa de Mato Grosso do Sul passou a chamar a onça-pintada de Corumbella, segundo o Campo Grande News, mas esse apelido não aparece na nota oficial do Ibama sobre a captura.
A Serra do Amolar segue como destino de onças reintroduzidas no Pantanal
A Serra do Amolar já abriga outro projeto recente ligado à espécie: um censo de onças-pintadas por câmeras e inteligência artificial, conduzido pelo Instituto Homem Pantaneiro na mesma região, iniciado em 2026.
O caso de Corumbá também lembra o de outra onça-pintada monitorada por armadilhas fotográficas, a onça Manchita, flagrada no Parque Nacional do Iguaçu. Você acha que áreas urbanas do Pantanal deveriam ter mais barreiras contra onças-pintadas? Conte sua opinião nos comentários.



