Vulcão dá sinais antes da erupção; veja quais são e onde o aviso falha
A maioria dos vulcões dá sinais antes de entrar em erupção, e os principais são terremotos mais frequentes, vapor novo ou mais forte, terreno que incha e mudanças nos gases. O aviso nem sempre vem. Quando vem, não diz o tamanho da erupção, segundo o USGS, o serviço geológico dos Estados Unidos.
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É a diferença entre monitorar e prever. A ciência vê o vulcão acordar, mas não marca a hora.
Os sinais que o vulcão dá
Nas erupções magmáticas, o magma sobe até a superfície. Isso costuma gerar terremotos que dá para detectar. O magma também pode deformar o terreno e aumentar o fluxo de calor fora do normal. Ainda muda a temperatura e a química das águas subterrâneas e das fontes.
| Assunto | Vulcão dá sinais antes da erupção; veja quais são e onde o aviso falha |
|---|---|
| Data | 26/10/2026 |
| Número citado | 60 anos: Ele mostra sinais de agitação há mais de 60 anos. |
| Fonte | usgs.gov |
O USGS lista os precursores mais comuns:
- terremotos mais frequentes e mais intensos, sentidos pela população;
- vapor ou fumarolas bem visíveis e áreas de solo quente novas ou maiores;
- um leve inchaço da superfície do terreno;
- pequenas mudanças no fluxo de calor;
- alterações na composição ou na proporção dos gases das fumarolas.
Quando o aviso falha
Explosões de vapor podem acontecer com pouco ou nenhum aviso. A água superaquecida vira vapor de repente. Esse é um dos limites do monitoramento.
Eles também não mostram o tipo nem a escala da erupção. Para isso, o USGS diz que o melhor caminho é mapear as erupções anteriores do mesmo vulcão.
Os sinais podem durar semanas, meses ou anos antes da erupção. Às vezes somem sem erupção nenhuma. O caso mais longo citado é o do Campi Flegrei, na Itália. Ele mostra sinais de agitação há mais de 60 anos.
Terremotos distantes e erupções
Às vezes um terremoto regional forte, acima de magnitude 6, parece ligado a uma erupção seguinte ou à agitação de um vulcão próximo. Segundo o USGS, porém, um terremoto tectônico vizinho só empurra o vulcão para a erupção se ele já estiver pronto para isso. Sobre o tamanho dos tremores, o Rota Planeta explica que magnitude não é estrago.
Também não há prova definitiva de que uma erupção dispare outra a centenas de quilômetros, ou em outro continente.
Como os cientistas medem
Instrumentos que medem dióxido de enxofre e dióxido de carbono podem ir em aviões, para calcular quanto gás sai por dia. Também podem ficar no solo. Um sensor de gás carbônico instalado no vulcão pode enviar dados por rádio, sem parar, a um observatório.
O sensor ASTER, a bordo do satélite Terra da NASA, também ajuda. Seus dados e imagens são centrais para monitorar vulcões e buscar sinais de erupção iminente.
O USGS conta 161 vulcões potencialmente ativos nos Estados Unidos, dos quais 57 são de ameaça alta ou muito alta, numa avaliação de 2018. Mais gente mora perto deles, e há mais rotas aéreas. Por isso a vigilância ganha peso. Quem quer entender o risco pode ler o que mais mata num vulcão.
Fonte: usgs.gov.
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