Aurora boreal pode sair verde, vermelha ou azul; o gás e a altitude decidem a cor
A cor de uma aurora depende de dois fatores: o tipo de gás que as partículas do espaço atingem e a altitude em que isso acontece. Por isso o mesmo fenômeno pode aparecer verde, vermelho, azul, rosa ou até branco, segundo a NASA.
Imagem: Reprodução/pexels.com. Origem: pexels.com.
A resposta curta é essa. O resto é uma pequena tabela de química e altura que vale conhecer antes da próxima viagem para ver o céu do Norte.
De onde vem a luz
O Sol solta sem parar um fluxo de partículas carregadas, o vento solar. Quando ele alcança a Terra, interage com o escudo magnético do planeta e deposita energia nele. Ao ser liberada, boa parte dessa energia cai sobre a atmosfera e provoca as auroras.
| Assunto | Aurora boreal pode sair verde, vermelha ou azul; o gás e a altitude decidem a cor |
|---|---|
| Data | 26/10/2026 |
| Número citado 1 | 200 km: - Vermelho: a partir de 200 km de altitude, causad |
| Número citado 2 | 200 km: - Verde: de 100 a 200 km, também do oxigênio |
| Número citado 3 | 200 km: - Azul: de 100 a 200 km, causado pelo nitro |
| Fonte | science.nasa.gov |
As partículas batem em átomos e moléculas dos gases do ar e lhes passam energia extra. Os gases devolvem essa energia em pequenos pontos de luz. O conjunto é a aurora boreal, no Norte, ou austral, no Sul.
Para ver a cobertura de um satélite que acompanhou o fenômeno por horas, o Rota Planeta tem a matéria sobre o satélite Smile filmando a aurora boreal por 45 horas seguidas.
Verde e vermelho: o papel do oxigênio
O oxigênio produz verde e vermelho, e a diferença está na altura. O verde surge entre 100 e 200 quilômetros de altitude, a cor mais comum nas fotos. O vermelho aparece acima de 200 quilômetros, em camadas mais altas e mais raras.
Isso explica por que o vermelho costuma ser mais difícil de ver: ele pede um evento mais forte ou um ângulo favorável. O gás é o mesmo nos dois casos, mudam apenas o nível de energia e o lugar da colisão.
Azul, rosa e roxo: o nitrogênio entra em cena
O nitrogênio entre 100 e 200 quilômetros brilha em azul. Abaixo de uns 100 quilômetros, ele dá à borda inferior da aurora um tom entre o rosa e o roxo avermelhado. Dependendo do tipo e da energia da partícula, o nitrogênio pode emitir rosa e azul.
Às vezes a luz de gases diferentes se mistura, e a aurora parece roxa, rosa ou até branca.
Resumo por cor, segundo a NASA:
- Vermelho: a partir de 200 km de altitude, causado pelo oxigênio.
- Verde: de 100 a 200 km, também do oxigênio.
- Azul: de 100 a 200 km, causado pelo nitrogênio.
- Rosa: até 100 km, do nitrogênio.
Como a NASA estuda as auroras
Os cientistas usam instrumentos em solo, como magnetômetros e câmeras de céu inteiro, balões, foguetes de sondagem e satélites. Os foguetes alcançam de 50 a 1.200 quilômetros de altura, uma faixa alta demais para balões e baixa demais para satélites.
Auroras também existem fora da Terra. A Voyager 1 viu auroras no lado escuro de Júpiter em 1979, e outras missões as acharam em Saturno, Marte e Vênus. Se você curte esses mundos, vale ler sobre os planetas com anéis.
Qualquer pessoa pode ajudar: o projeto Aurorasaurus, da NASA, recebe relatos de quem viu uma aurora, e cada registro confirmado vira dado para os pesquisadores. Quem planeja a viagem pode anotar horário e cor do que enxergar e enviar ao projeto.
Fonte: science.nasa.gov.
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