Quem mora no Pantanal enfrenta seca extrema, enquanto alertas batem recorde em setembro
O Cemaden enviou 321 alertas de desastres naturais em setembro de 2026, o maior total de alertas e de ocorrências já registrado para o mês nos municípios monitorados. O número é quase o dobro do de setembro de 2023, até então o mais crítico, segundo o boletim mensal do centro.
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O boletim, de 8 de outubro, é o de número 95 da série e cobre inundações, enxurradas e movimentos de massa.
Como se dividiram os alertas
Dos 321 alertas, 43% foram de risco hidrológico e 57% de risco geológico. Foram registradas 281 ocorrências no período, sendo 61% de caráter hidrológico e 39% geológicas.
Risco hidrológico envolve inundações e enxurradas. Risco geológico trata de deslizamentos e outros movimentos de massa.
A seca avançou entre agosto e setembro
Pelo Índice Integrado de Seca de três meses, os municípios em seca extrema subiram de 4 para 54. Em seca severa, passaram de 153 para 222. Os em seca moderada caíram de 557 para 370, e em seca fraca, de 1.605 para 1.143.
Para o fim de outubro, a projeção é de menos municípios em seca extrema e severa: de 54 para 0 e de 222 para 81, respectivamente, com aumento da seca moderada, de 370 para 425.
Onde estão os rios mais críticos
Em setembro, as condições mais críticas ficaram no Centro-Oeste e no Norte, com seca extrema na bacia do rio Paraguai, no Pantanal, e seca severa nos rios Tocantins-Araguaia e Branco. As bacias do rio Paraná, onde fica Itaipu, o Sistema Cantareira e a região Sul mantiveram melhora ou normalidade por causa das chuvas volumosas.
Para outubro, a atenção se volta ao Nordeste, em especial à bacia do Parnaíba, e ao Pantanal, na área da usina de Jauru, onde a seca hidrológica pode se intensificar.
Cantareira em recuperação
O Sistema Cantareira terminou setembro com 41% do volume útil, na faixa de operação "Atenção", entre 40% e 60%. É uma alta de 8 pontos percentuais sobre agosto, quando estava em 33%, e supera os 28% de setembro de 2025.
Ainda assim, fica abaixo da média histórica de setembro entre 2010 e 2025, de 43,7%. Pelas projeções, o armazenamento deve chegar entre 48% e 73% ao fim de dezembro, entre "Atenção" e "Normal".
Para acompanhar
Os alertas oficiais saem pelo Cemaden e pela Defesa Civil. Leia também os alertas de desastres de 2025 no Cemaden e o aviso de tempestade no Rio Grande do Sul.
Fonte: gov.br.
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