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Pirarucu é o maior peixe de rio do mundo, mas precisa subir à superfície para respirar, e isso o expõe

O pirarucu é o maior peixe de rio do mundo, segundo a Embrapa. Já foram encontrados exemplares com quase 3 metros de comprimento, e por isso ele ganhou o apelido de Gigante da Amazônia. O nome científico também aponta para o tamanho: Arapaima gigas, algo como o gigante do gênero arapaima.

Imagem de divulgação: Pirarucu é o maior peixe de rio do mundo, mas precisa subir à superfície para respirar, e isso o expõe

Imagem: Eden, Janine and Jim/Flickr (CC BY 2.0). Origem: embrapa.br.

Um gigante em números

DadoO que a Embrapa informa
Nome científicoArapaima gigas
ComprimentoJá foram encontrados pirarucus de quase 3 metros
PesoPiraíba e pirarucu podem pesar cerca de 200 quilos cada um
Idade da espécieChegou a conviver com os dinossauros, há 200 milhões de anos
RespiraçãoSobe à superfície; a bexiga natatória modificada funciona como pulmão
Cor na reproduçãoAs escamas da cauda ficam avermelhadas

A Embrapa coloca o pirarucu ao lado do piraíba, outro peixe de água doce que nada em rios brasileiros. Os dois podem pesar cerca de 200 quilos. A diferença está na pele. O piraíba é um peixe de couro, sem escamas. O pirarucu tem escamas.

O pirarucu é uma espécie muito antiga. Ele já estava no planeta bem antes do primeiro ser humano. Chegou a conviver com os dinossauros, há 200 milhões de anos, e por isso a Embrapa também o chama de gigante pré-histórico.

O nome vem do tupi, língua em que pira significa peixe e urucum significa vermelho. O motivo está na cauda. Na época da reprodução, as escamas dela adquirem um tom avermelhado, e é isso que dá nome ao peixe. A cauda fica avermelhada na época da reprodução, e essa cor é a marca mais fácil de notar.

Como ele respira

Esse peixe precisa subir à superfície para respirar. Se ele não fizer isso, pode morrer afogado. A explicação está num órgão interno: o pirarucu tem uma bexiga natatória modificada, que funciona como um pulmão.

Essa característica deixa o pirarucu vulnerável.

Os pescadores esperam, em canoas ou barcos, que ele suba à superfície. Então usam um arpão para capturá-lo.

A lenda que os Uaiás contam

Os povos indígenas conheciam o pirarucu muito antes do descobrimento do Brasil, e os pais contam aos filhos uma antiga história sobre ele. A lenda começa na tribo dos Uaiás, no sudoeste da Amazônia, onde nasceu um índio chamado Pirarucu. Ele se tornaria um grande e forte guerreiro. Era filho de Pindarô, chefe dos Uaiás, conhecido pela bondade.

Pirarucu não herdou esse coração. Era cheio de vaidade e egoísmo, vivia se gabando da própria força e reclamava dos deuses. Certa vez, enquanto o pai visitava outras tribos, ele capturou índios da própria tribo e os matou sem motivo algum.

Tupã, o mais poderoso dos deuses, mandou fortes chuvas sobre Pirarucu, que pescava com outros índios. Ele não se abalou e ainda zombou dos deuses com palavras de desprezo. Então Tupã chamou Xandoré, divindade que odeia os homens, e ordenou que ele lançasse raios e trovões.

Pirarucu tentou escapar, mas um raio o acertou no coração. Mesmo assim, não se arrependeu nem pediu perdão. Os outros índios viram o guerreiro, ainda vivo, ser transformado num gigante peixe escuro. Ele foi levado para as profundezas do rio e nunca mais voltou.

Como visitar ou conferir com segurança

Para reconhecer o pirarucu, siga estes passos:

1. Olhe a superfície da água, porque é ali que o peixe sobe para respirar. 2. Observe a cauda. Na época da reprodução, as escamas ficam avermelhadas. 3. Repare no tamanho. Já foram encontrados exemplares de quase 3 metros. 4. Veja as escamas. O piraíba não tem escamas, e o pirarucu tem.

Riscos e limites

O ponto de maior risco para o peixe é a superfície. Como ele precisa subir para respirar, fica exposto ali, e a captura com arpão é a vulnerabilidade que a Embrapa aponta. Por isso, ao ver um pirarucu subindo, o melhor é observar e não tentar pegá-lo com arpão.

Esse ciclo também mostra por que o pirarucu chama tanta atenção. Um peixe que vive há 200 milhões de anos depende de uma subida rápida à superfície, e isso o expõe ao pescador.

Quem quer continuar por aqui pode ver a editoria de Animais e natureza ou ler mais Curiosidades sobre o Brasil.

Fonte: embrapa.br.

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