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Parque goiano onde rios subterrâneos esculpem salões na rocha há muito tempo

O Parque Estadual de Terra Ronca, em Goiás, tem tantas cavernas porque a água que desce da Serra Geral de Goiás dissolveu, ao longo de muito tempo, as rochas calcárias do Grupo Bambuí. É o que mostra um estudo acadêmico da Universidade de Brasília sobre as cavernas da região.

Imagem de divulgação: Parque goiano onde rios subterrâneos esculpem salões na rocha há muito tempo

Imagem: Rafael Rodrigues Camargo/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.

Em outras palavras, o que se vê no subsolo é obra de rios que entram na rocha e a desgastam por dentro.

Onde fica e como surgiu o parque

O parque fica em Goiás, em terras dos municípios de São Domingos e Guarani de Goiás. Foi criado em 1989, e um guia turístico cita a Lei nº 10.879, de 7 de julho daquele ano, e uma área de cerca de 57 mil hectares. Esses números aparecem em fontes de turismo, e por isso vale conferir com o órgão ambiental do estado antes de usá-los em trabalho formal.

A caverna que dá nome ao parque, a Terra Ronca, é descrita como formada por rochas dolomíticas e calcário.

Cena de reportagem: file:Caverna Terra Ronca II - 2.JPG - Wikimedia Commons, no trecho “Por que o subsolo é tão cheio de cavernas”
FotoRVasconcellos/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0). Fonte

Por que o subsolo é tão cheio de cavernas

O calcário é uma rocha que a água, levemente ácida, consegue dissolver. Quando rios e chuvas encontram fraturas, abrem caminhos e, com o tempo, criam salões e galerias. Segundo o estudo da UnB, as cavernas ali se formaram pela ação da água que desce a vertente goiana da Serra Geral de Goiás.

Isso explica o número alto de cavernas na região: onde há muito calcário e muita água em movimento, a paisagem subterrânea se desenvolve. Os rios subterrâneos continuam esculpindo as passagens.

Quantas cavernas existem

A resposta varia conforme a fonte. Uma matéria fala em 260 cavernas, a maioria esculpidas por rios subterrâneos. Outra cita mais de 200 catalogadas, e uma terceira diz que espeleólogos mapearam mais de 65 cavernas com extensão superior a um quilômetro. Por isso é mais seguro dizer que o parque tem centenas de cavernas, e não um número exato.

Uma das mais famosas, a São Mateus, aparece em reportagens com mais de 20 quilômetros de extensão. Guias turísticos listam as cavernas abertas à visitação, como Terra Ronca I e II, Angélica, São Bernardo, São Mateus e São Vicente. A lista muda conforme a fonte, então confirme antes de planejar a viagem.

Cena de reportagem: тера Ронка - доломитовая известняковая пещера: masterok - ЖЖ, no trecho “Como planejar a visita”
Reprodução/img-fotki.yandex.ru. Fonte

Como planejar a visita

Cavernas pedem cuidado: leve lanterna, use calçado fechado e vá com condutor local credenciado, quando o parque exigir. O Rota Planeta tem outros roteiros de natureza, como as trilhas de Urubici além da Pedra Furada e a comparação entre os cânions Itaimbezinho e Fortaleza.

Fonte: parquesnaturais.visitbrasil.com.

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