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Auge das Orionídeas passou, mas riscos de luz ainda cruzam o céu até 7 de novembro

As Orionídeas tiveram o auge em 21 de outubro de 2026, mas o período de atividade vai até 7 de novembro. Os meteoros vêm de detritos deixados pelo cometa Halley, que só visita a Terra a cada 75 a 76 anos, segundo o Observatório Nacional.

Imagem de divulgação: Auge das Orionídeas passou, mas riscos de luz ainda cruzam o céu até 7 de novembro

Imagem: NASA/W. Liller/Wikimedia Commons (Public domain). Origem: commons.wikimedia.org.

Ou seja: o pico passou, mas ainda dá para ver alguns riscos de luz nas próximas madrugadas, em número menor.

Como o Halley cria a chuva

As Orionídeas resultam da passagem da Terra pelos detritos do Halley. Ao entrar na atmosfera, os fragmentos queimam e formam os traços luminosos. É a segunda chuva de meteoros criada por esse cometa. A outra é a Eta Aquáridas, em maio.

O nome vem da constelação de Órion, onde fica o radiante, o ponto do céu de onde os meteoros parecem nascer. O radiante está perto de Betelgeuse, mas os meteoros podem surgir em qualquer parte do céu.

Cena de reportagem: chuva de meteoros Líridas atinge pico e poderá ser vista em todo o Brasil; saiba, no trecho “O que se esperava no pico”
Reprodução/s2-oglobo.glbimg.com. Fonte

O que se esperava no pico

Segundo a International Meteor Organization, o pico teria taxa de 20 ou mais meteoros por hora em condições ideais, visível em todo o Brasil. O radiante é visível de norte a sul, com leve vantagem no Norte e no Nordeste, onde sobe mais alto, segundo Marcelo De Cicco, do Projeto EXOSS.

Em 2026, a Lua estava crescente, com 77% do disco iluminado, e se pôs depois da meia-noite. A segunda metade da madrugada, entre 1h40 e o amanhecer, era a melhor janela.

Como observar até 7 de novembro

Não precisa de equipamento. No Hemisfério Sul, olhe para o nordeste e para o norte, com o olhar levemente deslocado, de 30º a 45º em volta de Órion, para ver rastros mais longos. Procure um local escuro, longe de cidades, e apague as luzes ao redor. É imprescindível que o tempo esteja bom.

Para fotografar, o observatório recomenda lente grande angular de 14 mm a 24 mm, abertura máxima, ISO de 1600 a 3200 e exposições de 10 a 15 segundos.

Cena de reportagem: zWO Astronomy Photographer of the Year 2026 shortlist, no trecho “Ciência cidadã”
Reprodução/rmg.co.uk. Fonte

Ciência cidadã

Relatos e imagens de bólidos podem ser enviados à plataforma EXOSS / IMO Fireball Report, com horário preciso. A rede EXOSS, apoiada pelo Observatório Nacional, reúne estações de monitoramento, entre elas a da sede do ON, no Rio, e a do Observatório Astronômico do Sertão de Itaparica, em Pernambuco.

Para ver como o evento foi anunciado, leia quando ver as Orionídeas em 2026. A próxima chuva é a das Leônidas, em novembro: veja o pico de 16 para 17 de novembro.

Fonte: gov.br.

Leia também: Cometa Halley volta em 2061 e é visto há mais de 2.000 anos · Piracema 2026 em Goiás: pesca fica restrita a partir de 1º de novembro; veja o que ainda pode · Chuva de meteoros orionídeas 2026: pico em 21 de outubro

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