Orionídeas, detritos do cometa Halley, riscam o céu num instante; flagrá-los pede técnica
Os meteoros das Orionídeas entram na atmosfera a cerca de 66 quilômetros por segundo. Essa velocidade altíssima, informada pelo Observatório Nacional, explica por que os riscos de luz são tão rápidos e por que fotografá-los exige técnica.
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Na prática, o meteoro cruza o céu em frações de segundo, e o olho precisa de paciência.
O que acontece quando o fragmento entra na atmosfera
Os meteoroides são fragmentos de cometas ou de asteroides que vagam pelo espaço. No caso das Orionídeas, vêm de detritos do cometa Halley. Ao cair em direção à Terra, a resistência do ar provoca a ablação, a queima que forma o rastro brilhante.
A maioria é pequena, de partículas de poeira a pedregulhos, e queima quase por completo antes de chegar ao chão.
Energia, ionização e trilhas persistentes
Segundo o observatório, partículas a 66 km/s provocam intensa ionização na alta mesosfera e na termosfera, entre cerca de 100 e 115 km de altitude. Isso gera trilhas de gás ionizado que podem brilhar por vários segundos depois do meteoro.
Alguns bólidos, meteoros muito brilhantes, podem ficar esverdeados por causa da emissão de magnésio e oxigênio. Se você vir um, anote o horário exato.
Como fotografar um meteoro tão rápido
Por causa da velocidade, a velocidade angular dos meteoros é alta. O observatório recomenda lente grande angular, de 14 mm a 24 mm, abertura máxima (f/1.4 a f/2.8), ISO de 1600 a 3200 e exposições de 10 a 15 segundos. A ideia é evitar que o brilho do fundo do céu apague o traço fino do meteoro.
Serve câmera DSLR, mirrorless ou um smartphone avançado. Use tripé e foco manual no infinito.
Para que serve estudar meteoros
O estudo das chuvas de meteoros ajuda a estimar a quantidade de detritos e o período de maior penetração na Terra. Com isso, missões espaciais e centros de controle de satélites podem pensar em proteção para naves e equipamentos. Também ajuda a entender a formação do Sistema Solar, porque as propriedades dos meteoros revelam características dos cometas.
Quando ainda dá para ver
O período de atividade de 2026 vai de 2 de outubro a 7 de novembro, e o auge foi em 21 de outubro. Quem quer registrar um bólido pode enviar o relato e as imagens à plataforma EXOSS / IMO Fireball Report, com horário em UTC ou BRT.
Para saber mais sobre a origem da chuva, leia quando ver as Orionídeas em 2026 e o pico das Leônidas.
Fonte: gov.br.
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