Abrolhos tem uma ilha que não está no parque, e quem organiza a viagem precisa saber
O Arquipélago dos Abrolhos tem cinco ilhas de origem vulcânica, mas uma delas, Santa Bárbara, fica fora dos limites do parque nacional e está sob jurisdição da Marinha do Brasil. As outras quatro, Redonda, Siriba, Sueste e Guarita, fazem parte do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, no sul da Bahia.
Imagem: Reprodução/imgs.mongabay.com. Origem: imgs.mongabay.com.
A informação é do ICMBio, que administra a unidade.
Quais são as cinco ilhas de Abrolhos e quem cuida de cada uma
O arquipélago fica a cerca de 70 quilômetros de Caravelas. Das cinco ilhas, quatro estão dentro do parque e uma, Santa Bárbara, não. Na prática, o visitante que lê "Abrolhos" nos folhetos de turismo nem sempre está falando só da área do parque.
Esse detalhe importa para quem organiza a viagem. As regras de conservação e visitação do ICMBio valem para a área do parque, e a ilha sob jurisdição da Marinha segue outra administração.
Um parque em duas partes que não se tocam
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos foi o primeiro parque nacional marinho do Brasil. Ao todo, protege 87.943 hectares, divididos em duas áreas descontínuas:
- o Recife de Timbebas, entre os municípios de Alcobaça e Prado, que faz parte do arco recifal costeiro do Banco dos Abrolhos;
- o Arquipélago dos Abrolhos, junto com o Parcel dos Abrolhos, um conjunto de milhares de estruturas recifais chamadas chapeirões.
Os chapeirões só são encontrados no Banco dos Abrolhos, segundo o ICMBio. A região abriga o maior complexo recifal e a maior biodiversidade marinha do Atlântico Sul.
Baleias, aves e tartarugas
Abrolhos é o principal berçário de baleias-jubarte da costa brasileira. O parque também serve de abrigo para aves e tartarugas marinhas, incluindo espécies ameaçadas, que ali se alimentam, descansam e se reproduzem. Para comparar com a observação de outra espécie, vale ler o texto do site sobre a baleia-franca em Imbituba e Garopaba.
Por ser unidade de proteção integral, o objetivo principal é preservar os recursos naturais. A pesca não é permitida, e o ICMBio afirma que isso ajuda a recuperar populações de peixes que depois ocupam áreas vizinhas, onde a pesca é liberada. O instituto usa lanchas de vigilância, drones e monitores ambientais que atuam todos os dias no arquipélago.
O texto oficial também lembra que parques nacionais permitem pesquisa, educação e visitação. Sobre outra espécie ameaçada acompanhada pelo instituto, há a matéria do site sobre o boto-cor-de-rosa e a piracatinga.
Como visitar
O parque está aberto ao público ao longo de todo o ano, com medidas preventivas combinadas entre o ICMBio, as operadoras credenciadas e os condutores de visitantes. O Centro de Visitantes fica em Caravelas e abre todos os dias. O passo prático é escolher uma operadora credenciada e perguntar a ela quais ilhas e áreas o passeio inclui.
Fonte: gov.br.
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