Gigante do mar apareceu meses antes do habitual no litoral catarinense e já ganhou filhote
A baleia-franca apareceu em Imbituba, no litoral sul de Santa Catarina, em maio deste ano. A temporada tradicional costuma começar em julho.
Imagem de divulgação sobre o tema da reportagem. Reprodução: setur.sc.gov.br.
Em junho, nasceu o primeiro filhote de 2026, na Praia de Itapirubá Norte. Os dois fatos aparecem na reportagem da Gazeta do Povo, de 25/07/2026. Especialistas tratam a antecipação como possível variação natural, sem ligação confirmada com o clima.
Quando ver baleia-franca no litoral catarinense
A temporada de reprodução vai de julho a novembro, com pico em setembro. A melhor época para observar, segundo a Setur-SC, vai da segunda quinzena de agosto até a primeira quinzena de outubro.
| Assunto | Imbituba e Garopaba oferecem observação de baleias e a escolha do ponto faz diferença |
|---|---|
| Data | 25/10/2026 |
| Número citado 1 | 61 dias: A janela recomendada tem 61 dias. |
| Número citado 2 | 40%: 61 dividido por 153 dá 0,40: a melhor época cobre cerca de 40% do período de... |
| Número citado 3 | 17 metros: Um adulto chega a 17 metros e 60 toneladas. |
| Fonte | setur.sc.gov.br |
- Maio: primeiro avistamento de 2026, em Imbituba.
- Junho: primeiro filhote do ano, na Praia de Itapirubá Norte.
- Julho a novembro: temporada de reprodução, com pico em setembro.
- 16/08 a 15/10: janela recomendada pela Setur-SC.
A janela recomendada tem 61 dias. A temporada inteira tem 153. Na conta, 61 dividido por 153 dá 0,40: a melhor época cobre cerca de 40% do período de observação.
Onde ver baleia-franca em Imbituba e Garopaba
Em Imbituba, a Gazeta cita cinco pontos: a Praia de Itapirubá Norte, os costões da Ribanceira, Ibiraquera, Praia do Rosa e Praia da Vila. Em Garopaba, os costões entre as praias centrais e as enseadas vizinhas.
A pesquisadora Karina Groch indica pontos elevados, dias de mar calmo e trilhas sinalizadas. Ela também pede respeito às áreas protegidas.
Por que o barco ficou de fora
A APA da Baleia Franca foi criada em 2000 por decreto federal, para proteger costões, dunas, lagoas e o ciclo reprodutivo da espécie. Em 2006, o Ibama determinou que, em algumas praias, a observação fosse feita só por terra, para evitar perturbação por atividades náuticas, segundo a Setur-SC.
A Gazeta do Povo diz que o turismo embarcado de observação na APA está proibido por decisão judicial desde 2012, após ação do Sea Shepherd. Em 2024, o TRF4 suspendeu um edital do ICMBio para credenciar operadoras.
Checando as duas datas: é verdade que a observação nas praias da APA é feita por terra. É falso que o passeio de barco esteja liberado na área, como sugere a divulgação de passeios da região.
Os riscos para a espécie
Um adulto chega a 17 metros e 60 toneladas. Uma fêmea tem um filhote a cada três ou quatro anos, o que deixa cada nascimento mais importante.
A pesquisadora Camila Moraes dos Santos alerta para colisões com embarcações, animais presos em redes de pesca, tráfego marítimo, ruído subaquático e degradação da costa.
Se a sua visita for em setembro, escolha um dia de mar calmo e um costão elevado, como os da Ribanceira ou da Praia do Rosa.
Fonte: setur.sc.gov.br.
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