Tempestade maior que a Terra segue ativa há séculos num planeta sem chão firme
A Grande Mancha Vermelha de Júpiter é uma tempestade gigante, maior que a Terra inteira, que segue ativa há centenas de anos, segundo a NASA. Nenhum furacão terrestre chega perto de durar tanto.
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A agência descreve o fenômeno como o símbolo do planeta, mas não fecha a conta sobre por que ele resiste por tanto tempo. O que ela detalha é o cenário em volta: um mundo frio, ventoso e sem superfície sólida.
O que sustenta uma tempestade assim
As faixas e redemoinhos que você vê em fotos de Júpiter são nuvens frias e agitadas de amônia e água, flutuando numa atmosfera de hidrogênio e hélio. A Grande Mancha Vermelha faz parte desse conjunto e se mantém dentro dele.
Júpiter é um gigante gasoso e, por isso, não tem chão. Uma tempestade na Terra perde força ao chegar ao continente ou ao mar frio, porque ali existe superfície para atrito e atrito consome energia. Em Júpiter, essa barreira não existe. A NASA não usa esse raciocínio para explicar a Mancha, então tome como contexto, e não como resposta definitiva.
Um planeta que gira rápido
Júpiter tem o dia mais curto do Sistema Solar: cerca de 10 horas para uma volta completa em torno de si. O planeta gira tão depressa que cada rotação leva menos tempo que uma noite de sono. Já o ano joviano dura cerca de 12 anos terrestres, ou 4.333 dias da Terra.
O equador de Júpiter é inclinado apenas 3 graus em relação à órbita. Ele gira quase na vertical e quase não tem estações marcadas como as de outros planetas.
Frio em plena tempestade
A temperatura média de Júpiter é de -110 °C, medida no nível da atmosfera em que a pressão equivale à do nível do mar na Terra. Como o planeta não tem superfície, a NASA usa esse ponto de referência para todos os gigantes gasosos.
A distância explica parte do frio. Júpiter está, em média, a 778 milhões de quilômetros do Sol, e a luz solar leva 43 minutos para chegar. Para comparação, até a Terra são cerca de 8 minutos.
Júpiter é a prova de que nem toda tempestade precisa de calor para durar. A Grande Mancha Vermelha existe num ambiente gelado, e isso desmonta a ideia de que uma tempestade gigante pede um planeta quente.
Para continuar explorando
Outros mundos do Sistema Solar guardam extremos parecidos. Vale ver os planetas com anéis, onde Júpiter também entra, e a checagem de seis mitos sobre os planetas do Sistema Solar. Quem quiser acompanhar a distância que as sondas já percorreram pode ler sobre a Voyager 1, que em 1979 flagrou auroras no lado escuro de Júpiter.
Fonte: science.nasa.gov.
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