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Big Bang: 15 galáxias ajudam a decifrar os primeiros cinco minutos do Universo

Você pode conhecer melhor os primeiros cinco minutos após o Big Bang pelas marcas químicas que eles deixaram: pesquisadores analisaram 15 galáxias pouco alteradas e refinaram a medição do hélio primordial. Com 130 horas de observação, a equipe chegou a uma incerteza de aproximadamente 0,5%, cerca de três vezes menor que a das estimativas anteriores.

Imagem de divulgação: Big Bang: 15 galáxias ajudam a decifrar os primeiros cinco minutos do Universo

Imagem: Divulgação/ScienceDaily. Origem: sciencedaily.com.

O trabalho, divulgado pelo ScienceDaily, reúne resultados publicados em cinco artigos no periódico The Astrophysical Journal. Participaram pesquisadores da Universidade de Minnesota e de outras instituições, usando o Large Binocular Telescope.

Isso importa porque a quantidade de hélio funciona como um teste das condições físicas do Universo recém-nascido. O artigo científico informa que os 15 alvos fazem parte de uma seleção maior, inicialmente composta por 54 regiões de gás ionizado pobres em elementos pesados. A escolha criteriosa permitiu reduzir interferências na análise.

Para você, o avanço ajuda a interpretar descobertas sobre a origem do cosmos: conhecer aquela época não depende apenas de captar luz cada vez mais antiga. Também é possível investigar os materiais que sobreviveram e comparar sua composição com as previsões da física.

Como as galáxias guardam pistas do Big Bang

Nos primeiros minutos de expansão, o Universo estava quente e denso o suficiente para formar núcleos de elementos leves. A quantidade de hélio produzida nesse período depende das condições que existiam ali.

Mas as estrelas também produzem hélio ao longo de suas vidas. Por isso, medir uma galáxia qualquer não revela automaticamente quanto desse elemento veio do início do Universo.

A equipe priorizou pequenos sistemas que passaram por pouca evolução química. Isso reduz a contribuição posterior das estrelas e facilita estimar a composição primordial.

Os pesquisadores não observaram diretamente os primeiros cinco minutos do Universo. Eles usaram a composição de galáxias observadas muito depois para reconstruir condições daquela fase.

A expressão “cápsulas do tempo”, usada para descrever esses sistemas, se refere à preservação de pistas químicas. Não significa que as galáxias já existissem quando o Universo tinha poucos minutos.

Como a luz permite medir o hélio

Como você descobre a composição de uma galáxia sem recolher uma amostra?

A resposta está no espectro, a separação da luz em diferentes comprimentos de onda. Hidrogênio e hélio produzem sinais característicos, chamados linhas espectrais, que permitem estimar suas quantidades.

Com os espectrógrafos MODS, desenvolvidos na Universidade Estadual de Ohio, a equipe analisou simultaneamente mais de dez linhas de hélio e 15 de hidrogênio.

Comparar tantos sinais ajudou a identificar e corrigir pequenos efeitos que poderiam distorcer o resultado. Quando a meta é uma incerteza inferior a 1%, diferenças antes consideradas desprezíveis passam a importar.

O ganho veio tanto da seleção das galáxias quanto do cuidado com os erros de medição. Acumular observações, sozinho, não elimina desvios sistemáticos.

O que significa a incerteza de 0,5%

O percentual descreve a precisão da estimativa. Ele não indica que apenas 0,5% do material primordial era hélio, nem representa uma probabilidade de o Big Bang ter acontecido.

No artigo dedicado ao novo valor da abundância primordial, a fração de massa estimada para o hélio é de 0,2458, com incerteza de 0,0013.

Em porcentagens, isso corresponde a aproximadamente 24,58%, com incerteza de 0,13 ponto percentual. A razão entre essa margem e o valor medido fica perto de 0,5%.

A distinção evita confundir duas informações diferentes: quanto hélio havia e com que precisão essa quantidade foi estimada.

Quadro de serviço: como interpretar a descoberta

O hélio também ajuda a investigar os neutrinos

A medição vai além de um inventário químico. A formação de hélio depende da evolução do Universo primordial, que também é influenciada pelas partículas presentes naquele período.

Por isso, os pesquisadores podem usar a abundância encontrada para restringir o número efetivo de famílias de neutrinos, partículas subatômicas extremamente leves. Trata-se de comparar observações com previsões, sem contar neutrinos individualmente nas galáxias.

Uma medida da composição do gás pode testar a física de partículas do Universo recém-nascido. Esse é o alcance do resultado: a luz de pequenas galáxias ajuda a investigar condições que existiram muito antes de qualquer estrela brilhar.

Fonte: sciencedaily.com.

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Fonte: sciencedaily.com.

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