Dinheiro e cotidiano

Um sushiman de Ubatuba com 16 anos de experiência abriu um delivery de onigiri após ver o bolinho japonês nas redes e teve o estoque esgotado logo no começo

Casal aposta em onigiri por delivery no interior de São Paulo. Os bolinhos de arroz ganharam espaço entre os pedidos.

Um casal transformou o onigiri em negócio de delivery no interior de São Paulo. O bolinho japonês de arroz entrou no cardápio com diferentes recheios e atraiu pedidos logo no início. A experiência familiar com a comida ajudou a construir uma proposta adaptada à rotina de produção e entrega local.

Onigiri interior de SP: bolinho de arroz japonês recheado e envolto em alga nori

Onigiri é o petisco tradicional japonês que virou febre e agora movimenta delivery no interior de São Paulo. Foto: tednmiki/Wikimedia Commons (CC BY-SA 3.0)

O sushiman Eric Biazzi trabalha há 16 anos com comida japonesa em Ubatuba, no litoral norte de São Paulo, quando viu o onigiri tomando conta dos vídeos da internet e resolveu testar a venda pela própria casa. Ele abriu o delivery há quase um mês, segundo contou ao g1.

As informações são do g1 Vale do Paraíba, publicadas em 20 de setembro de 2026. A reportagem também ouviu outros dois pequenos negócios da região que apostaram no mesmo prato para vender pela internet.

o onigiri, tradicional bolinho de arroz do Japão, saiu das redes sociais e virou fonte de renda para cozinheiros de três cidades do litoral e do Vale do Paraíba. Em menos de um mês de vendas, a procura surpreendeu quem estava na cozinha, e o estoque acabou logo no começo das vendas em Ubatuba.

O que é o onigiri que virou moda no Brasil

O onigiri é um bolinho de arroz prensado à mão, recheado e envolto em uma folha de alga nori. No Japão, ele é comida do dia a dia, vendido em lojas de conveniência e levado em marmitas para o trabalho.

No Brasil, o petisco ganhou força primeiro na capital paulista, onde já provoca filas em restaurantes especializados, e depois chegou ao interior e ao litoral do estado pelas mãos de cozinheiros que acompanham a moda pelas redes sociais.

Sushiman de Ubatuba testou a receita por causa da internet

Eric Biazzi atua havia 16 anos na área de comida japonesa antes de decidir vender onigiri. "Comecei a fazer por causa da internet mesmo, há quase um mês. A gente viu que estava viralizando e resolveu abrir um delivery para mostrar essa novidade por aqui", contou.

A decisão nasceu direto da tela do celular: o sushiman acompanhou o petisco bombando nas redes antes de colocar a mão na massa e testar se o público da cidade também compraria a ideia.

Onigiri interior de SP com recheio de salmão, um dos sabores vendidos por delivery
Onigiri com recheio de salmão é uma das opções mais pedidas nos deliveries do interior paulista. Foto: yomi955/Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Quanto custa um onigiri no interior de São Paulo?

Os preços informados vão de R$ 15 a R$ 20 por unidade, conforme o recheio. O levantamento do g1 reúne vendedores de Ubatuba, Caraguatatuba e Taubaté, que passaram a oferecer o prato por delivery.

Os cozinheiros também adaptaram parte do cardápio ao gosto brasileiro, misturando recheios clássicos japoneses com opções que já fazem sucesso por aqui, como o frango temperado.

RecheioFaixa de preço
Salmão (fresco ou grelhado)R$ 15 a R$ 20
Atum com maioneseR$ 15 a R$ 20
Frango teriyakiR$ 15 a R$ 20
ShimejiR$ 15 a R$ 20

Estoque de onigiri acabou no começo das vendas em Ubatuba

Eric contou ao g1 que esperava uma boa procura pelo bolinho. O movimento superou sua previsão, e todo o estoque acabou logo no começo das vendas do delivery em Ubatuba.

A ideia de abrir o delivery veio da repercussão do prato na internet. Ao começar a vender, Eric encontrou clientes interessados em experimentar o bolinho na própria cidade.

Em Caraguatatuba, cozinheira compara o onigiri à coxinha brasileira

Em Caraguatatuba, quem apostou no petisco foi a cozinheira Célia Velar. Para ela, o onigiri conquistou o público justamente por caber em qualquer refeição do dia, do café da manhã ao lanche da tarde.

"Combina com tudo, dá pra comer no café da manhã, no almoço ou de lanche. É como se fosse a nossa coxinha aqui", afirmou Célia. Segundo ela, o ritmo de pedidos não para: "não paramos um minuto".

Onigiri interior de SP em embalagem pronta para entrega por delivery
Onigiris prontos para entrega: embalagem prática ajudou a impulsionar as vendas por delivery no interior de SP. Foto: Funknendai/Wikimedia Commons (CC0)

Casal de Taubaté uniu tradição japonesa e redes sociais

Em Taubaté, o negócio nasceu da união entre Matheus e Tássia Sugiyama. Tássia morou no Japão durante a infância e já preparava onigiri em casa muito antes da moda chegar ao Brasil.

Ao ver o petisco bombando em São Paulo, o casal decidiu transformar a receita de família em fonte de renda. "Quando vimos que estava em alta e viralizando em São Paulo, decidimos começar a produzir para delivery e levar essa opção para a região", explicou Tássia.

Por que a embalagem do onigiri virou diferencial de venda?

Um dos segredos do sucesso está numa embalagem plástica pensada para o transporte: ela mantém a folha de alga nori separada da umidade do arroz até o momento de comer.

"É super prático, rápido e saudável. A embalagem protege a alga para não murchar, então dá para colocar na bolsa, levar para qualquer canto e comer sem fazer sujeira", resumiu Tássia.

Onigiri interior de SP tradicional, base da receita que virou negócio de delivery
Onigiri tradicional japonês: receita simples que virou negócio para cozinheiros do Vale do Paraíba e do litoral norte. Foto: Ocdp/Wikimedia Commons (CC0)

Salmão, atum, frango e shimeji aparecem entre os recheios

O cardápio reúne recheios de salmão fresco ou grelhado, atum com maionese, frango teriyaki e shimeji, segundo os vendedores ouvidos pelo g1. O arroz e a alga permanecem como a base do bolinho.

Essas opções ajudam a explicar por que o preço varia de uma unidade para outra. Quem pede por delivery pode escolher pelo recheio, além de decidir a quantidade para o lanche ou a refeição.

Experiência de Tássia no Japão veio antes da moda nas redes

Tássia já fazia onigiri em casa antes da repercussão recente no Brasil. Ela morou no Japão durante a infância e levou essa experiência para o negócio que criou com Matheus em Taubaté.

Em Ubatuba, Eric chegou ao produto por outro caminho: acompanhou a procura nas redes e resolveu incluí-lo no delivery. As histórias têm um ponto em comum, a tentativa de transformar o interesse pelo prato em pedidos locais.

Interior de São Paulo agora tem seu próprio circuito do onigiri

Os três negócios citados pelo g1 vendem onigiri por delivery. Eric atua em Ubatuba, Célia em Caraguatatuba, e Matheus e Tássia em Taubaté, com experiências diferentes na cozinha.

O caso mostra como um vídeo que viraliza pode virar renda de verdade em poucas semanas, como aconteceu também com outras receitas populares, caso do truque do frango crocante na air fryer e do Mexicano da Kopenhagen que viralizou nas redes.

Para quem acompanha o Pix da Honestidade em Mogi das Cruzes, fica claro que o interior paulista tem topado cada vez mais esse tipo de aposta. Você acha que o onigiri veio para ficar no cardápio brasileiro ou é só mais uma moda passageira das redes? Deixe sua opinião nos comentários.

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