Ela gravou um vídeo tomando o Mexicano da Kopenhagen e uma frase na legenda rendeu 6 milhões de visualizações
Marina Guazzelli só bebeu um chocolate quente no balcão da própria loja e escreveu uma frase na legenda. Em 10 de setembro de 2026, o vídeo já passava de 6 milhões de visualizações e tinha virado o assunto das lojas Kopenhagen pelo Brasil inteiro.
O Mexicano sendo servido numa loja Kopenhagen: chocolate meio amargo, creme de leite e canela. Reprodução/Instagram (@kopenhagen_nhambiquaras).
No dia 10 de setembro de 2026, o portal ABC da Comunicação contou uma história que resume bem como a internet funciona hoje: um vídeo comum, de uma pessoa tomando chocolate quente no balcão da própria loja, passou de 6 milhões de visualizações e fez uma marca inteira sentir o troco nas vendas.
A empresária Marina Guazzelli, dona de unidades da rede Kopenhagen e também responsável pela Paetê Closet, aluguel de vestidos de festa no ABC Paulista, gravou poucos segundos tomando o Mexicano, o chocolate quente cremoso com canela que já é item fixo do cardápio da marca, e escreveu na legenda: "POV: você é dona de loja de chocolate e esse é o seu trabalho." O vídeo saiu do controle dela.
O vídeo existe, bombou de verdade e a Kopenhagen sentiu o efeito nas lojas. Os números de 6 milhões de visualizações foram divulgados pela própria empresária.
Quem é a dona da loja que virou notícia por causa de uma xícara
Marina Guazzelli não é influenciadora de carreira: ela é empresária, com atuação no varejo e na moda. Além das unidades da Kopenhagen, ela também toca a Paetê Closet, negócio de aluguel de vestidos de festa e casamento no ABC Paulista, segundo o ABC da Comunicação. O perfil dela mistura os dois mundos, moda e chocolate, sem cara de conta profissional de marketing.
Foi justamente essa cara de "gente normal" que deu força ao vídeo. Ela não contratou produtora, não seguiu roteiro de agência: apareceu tomando a bebida no meio do expediente, do jeito que qualquer dono de loja faria numa tarde qualquer. Esse tipo de registro espontâneo é o que mais engana o algoritmo, porque não tem cara de anúncio.
O que é o Mexicano da Kopenhagen, afinal?
O Mexicano é uma bebida cremosa, feita com chocolate meio amargo, creme de leite e um toque de canela, servida bem quente. Não é lançamento: o item já está no cardápio da marca há anos e só voltou aos holofotes por causa do vídeo, segundo o Guia da Cozinha.
O nome remete a tradições latino-americanas de misturar cacau e especiarias, prática que tem registro em preparos antigos feitos no México. A combinação de doce, amargo e picante da canela é o que os vídeos costumam destacar: a textura extremamente cremosa é o primeiro detalhe que chama atenção em quem experimenta pela primeira vez.
Os números que a própria empresária mostrou
De acordo com o Insights que Marina compartilhou, reproduzido pelo ABC da Comunicação, o vídeo passou de 6 milhões de visualizações e alcançou 3,6 milhões de contas diferentes, quase o tamanho da população de uma capital brasileira média. Foram 200 mil curtidas e 69,9 mil compartilhamentos.
A lista continua: 29,6 mil pessoas salvaram o vídeo para assistir depois, 1,8 mil comentaram, 1,2 mil republicaram em outros perfis e Marina ganhou 2.236 seguidores novos só com esse post. É um volume de engajamento que campanha paga de marca dificilmente compra com o mesmo orçamento de uma xícara de chocolate.
Por que um vídeo tão simples viralizou desse jeito?
Parte da resposta está no formato: vídeos de bastidor, do tipo "olha o meu trabalho", já vinham bombando nas redes antes desse. Quando alguém mostra um momento comum como se fosse um privilégio (nesse caso, poder tomar chocolate quente no meio do expediente), o público reage com inveja boa e compartilha.
A outra parte é o timing. O vídeo pegou embalo justo quando o tempo esfriou em boa parte do Brasil, época em que bebida quente vira assunto recorrente nas redes e no cardápio das cafeterias. Não é a primeira vez que uma comida vira febre assim: os morangos cravejados e o bolo de tijolo seguiram o mesmo caminho, um vídeo, um produto e uma legenda certeira.
Outras franqueadas também sentiram o troco
Dias depois do vídeo bombar, uma franqueada da Kopenhagen na Baixada Santista, que não aparece no vídeo nem tem ligação direta com Marina, procurou a empresária espontaneamente. Segundo o ABC da Comunicação, ela escreveu: "Estou passando para te parabenizar e agradecer o conteúdo sobre o Mexicano. Foi superpositivo aqui para nossas lojas, aumentamos nossas vendas."
É esse tipo de reação que mostra o tamanho real do estouro: uma loja que nem apareceu no vídeo relatou aumento de vendas por causa dele. Some a isso o fato de que perfis oficiais de outras unidades Kopenhagen, em cidades diferentes, também publicam sobre o Mexicano com frequência, prova de que o produto já tinha fã-clube antes de Marina aparecer com a xícara na mão.
O post original não está mais disponível publicamente
O link exato do vídeo de Marina Guazzelli não aparece indexado publicamente, nem no Instagram dela nem em busca aberta. Os três veículos que noticiaram o caso, ABC da Comunicação, Guia da Cozinha e Bons Fluidos, também não publicaram o post original.
Os números de 6 milhões de visualizações vêm do print de Insights que a própria Marina mostrou. A febre em volta do Mexicano é real, com três reportagens diferentes cobrindo o assunto em uma semana, mas o tamanho exato do vídeo dela depende da palavra dela.
O Mexicano virou o assunto do inverno em 2026
No fim das contas, o que viralizou não foi uma novidade, foi um produto antigo contado de um jeito novo. Uma xícara, uma legenda de efeito e um timing perfeito com o frio bastaram para transformar um item comum do cardápio da Kopenhagen num gatilho de vendas para franquias que nem participaram do vídeo, e essa combinação já rendeu outras trends parecidas nas redes brasileiras.
A receita caseira do Mexicano já circula em sites de culinária, para quem não tem uma loja Kopenhagen por perto. Fica a pergunta para fechar: você já provou o Mexicano de verdade, ou vai atrás da versão caseira que viralizou junto com o vídeo?



