Saque calamidade do FGTS chega a quatro cidades de Santa Catarina, com limite de R$ 6.220 e prazos diferentes para quem teve a região atingida por temporais
Agrolândia, Entre Rios, Garuva e Guabiruba têm saque calamidade do FGTS liberado. Confira requisitos e prazos antes de solicitar.
O saque calamidade do FGTS foi liberado para trabalhadores de áreas atingidas em Agrolândia, Entre Rios, Garuva e Guabiruba. O limite é de R$ 6.220 por conta vinculada, conforme saldo e critérios da Caixa. Cada município tem prazo próprio, e a habilitação não garante acesso automático a todos os moradores.
Agência da Caixa Econômica Federal, órgão que opera o saque calamidade do FGTS (foto ilustrativa, agência em outro município). Foto: Fronteira/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)
A Caixa Econômica Federal liberou, a partir do sábado, dia 19 de setembro de 2026, o saque calamidade do FGTS para moradores de Agrolândia, Entre Rios, Garuva e Guabiruba, em Santa Catarina. O valor pode chegar a R$ 6.220 por conta vinculada ao fundo.
Segundo a habilitação publicada pela Caixa e a cobertura do ND+, os quatro municípios entraram na lista depois de o governo federal reconhecer situação de emergência provocada por chuva forte e queda de granizo que danificaram casas, telhados e comércios na região neste ano.
O saque depende do endereço atingido e dos critérios da Caixa, além da habilitação do município. É necessário ter saldo no FGTS e observar o intervalo de 12 meses para saques pelo mesmo motivo, conforme as regras aplicáveis. O limite informado é de R$ 6.220 por conta vinculada.
Guabiruba registrou granizo em pleno inverno e abriu a porta para o saque
Em Guabiruba, o gatilho foi a queda de granizo em 29 de julho de 2026, que castigou telhados e plantações na cidade, conforme apurou o O Tempo sobre o reconhecimento federal de emergência publicado em setembro.
O granizo forte pode rachar telhas de fibrocimento e amassar telhados metálicos em minutos, o tipo de estrago que costuma pesar no orçamento de quem precisa trocar o material às pressas antes da próxima chuva.
Como Agrolândia, Entre Rios e Garuva entraram na mesma lista de emergência
As outras três cidades catarinenses seguiram o mesmo caminho: a prefeitura decretou situação de emergência depois do temporal, o governo federal reconheceu o decreto e a Caixa liberou a habilitação para o saque, sempre nessa ordem.
O pedido é digital, mas a análise considera a situação de cada trabalhador. Antes de solicitar, consulte a lista atualizada da Caixa e confira o prazo específico do seu município.
Quanto dá para sacar no saque calamidade do FGTS em Santa Catarina: o teto de R$ 6.220
O saque calamidade não é um valor fixo igual para todo mundo: o trabalhador recebe o que tiver de saldo na conta vinculada do FGTS, até o limite de R$ 6.220 por conta. Quem tem várias contas, de empregos diferentes, pode sacar de cada uma até esse teto.
Quem tem saldo menor recebe o valor integral da conta, e não um valor mínimo garantido. Na prática, o benefício funciona como uma antecipação emergencial do próprio dinheiro que o trabalhador já tinha guardado no fundo.
Até quando dá para pedir o saque calamidade em cada cidade?
O prazo não é o mesmo para as quatro cidades. Agrolândia tem até 9 de dezembro de 2026, Garuva até 10 de dezembro e Guabiruba até 14 de dezembro, todos prazos apertados perto do fim do ano.
Entre Rios tem a data mais longa, até 16 de dezembro de 2026. Depois desses prazos, a habilitação da cidade se encerra e o pedido deixa de ser aceito pelo aplicativo.
Passo a passo pelo aplicativo do FGTS, sem sair de casa
O pedido não exige ida a uma agência: o trabalhador baixa o aplicativo FGTS, entra em Saques e escolhe a opção de saque por calamidade pública, informando a cidade onde mora.
Depois, informe o município e o endereço, envie documento de identidade, selfie com o documento e comprovante de residência. O comprovante deve atender à janela de até 120 dias antes da decretação, conforme a orientação divulgada para o saque.
Quem tem direito ao saque calamidade do FGTS?
Pode solicitar quem tem saldo em conta vinculada e reside em área comprovadamente atingida pelo desastre, conforme as informações enviadas pelo município à Caixa. A habilitação da cidade não significa liberação automática para todos os moradores.
Também é necessário observar o intervalo de 12 meses entre saques por calamidade, conforme as regras aplicáveis. A Caixa explica que a prefeitura informa as áreas atingidas, usadas para avaliar o direito do trabalhador.
O valor pode ir para uma conta de outra instituição
O trabalhador pode indicar uma conta da Caixa, inclusive a Poupança Digital Caixa Tem, ou uma conta de outro banco para receber o valor aprovado, conforme as orientações divulgadas pelo ND Mais.
A transferência é feita sem cobrança de tarifa. Antes de concluir a solicitação, confira os dados da conta informada e acompanhe a análise no aplicativo FGTS.
O que pode travar o seu pedido de saque calamidade
O pedido passa pela análise da Caixa. Endereço fora da área habilitada, falta de saldo, intervalo entre saques ou documentos inadequados podem impedir a liberação. Uma foto ilegível também pode exigir novo envio.
Por isso, quem depende do dinheiro para repor telhado ou móvel perdido na tempestade faz melhor enviando a documentação completa logo no início do prazo da própria cidade, sem deixar para a última semana.
Prazo do saque calamidade em Santa Catarina corre até dezembro para quem perdeu telhado no temporal
Com a habilitação das quatro cidades catarinenses, o trabalhador atingido pelos temporais de 2026 já pode acessar o próprio FGTS para cobrir parte do prejuízo, dentro do teto de R$ 6.220 por conta e do prazo que vence entre 9 e 16 de dezembro.
Se você mora em Agrolândia, Entre Rios, Garuva ou Guabiruba, já pediu o saque calamidade pelo aplicativo? Conta pra gente como foi nos comentários.



