Trilha de 468 km no Pará passa pela maior faixa de manguezais preservados do planeta
A Trilha Amazônia Atlântica liga Belém à Serra do Piriá, em Viseu, no nordeste do Pará, e percorre cerca de 468 quilômetros. O Ministério do Turismo destacou a rota em 22 de setembro de 2026 como uma das principais experiências de ecoturismo da região Norte.
Imagem: Reprodução/volofoundation.org. Origem: volofoundation.org.
O trajeto passa por 17 municípios das regiões de integração Guajará, Guamá e Rio Caeté. Foi planejado para caminhantes e ciclistas.
O que se vê no caminho
Entre os destaques estão manguezais, florestas de terra firme, igarapés de águas claras e comunidades tradicionais. A trilha oferece contato com a maior faixa contínua de manguezais preservados do planeta, segundo o ministério.
A variedade de cenários permite observar aves, tomar banho em águas cristalinas, contemplar a fauna e a flora e praticar atividades ao ar livre.
Cultura e vivências
O roteiro inclui visitas às casas de farinha da região bragantina, o acompanhamento do extrativismo de caranguejos e ostras e a pesca artesanal em canoas de madeira. As vivências aproximam o visitante de saberes passados entre gerações.
Também reúne manifestações culturais, gastronomia e o cotidiano das populações locais.
Áreas protegidas e quilombos
Hoje o percurso conecta 11 áreas protegidas, sendo seis unidades de conservação. São as reservas extrativistas marinhas de Tracuateua, Caeté-Taperaçu, Araí-Peroba e Gurupi-Piriá, a APA da Costa do Urumajó e a APA Belém.
Também passa por cinco territórios quilombolas: Torres, em Tracuateua, América, em Bragança, Pitimandeua, em Inhangapi, Macapazinho, em Castanhal, e Santíssima Trindade, em Santa Isabel do Pará.
Como se preparar
O clima do litoral amazônico é quente e úmido. Leve água, repelente, protetor solar e roupa leve. Por ser uma rota longa, divida o trajeto em etapas e confirme com guias e comunidades hospedagem, transporte e regras de visita. O ministério não informa duração por etapa nem exigência de guia, então consulte os responsáveis pela trilha.
Para outras travessias longas no Brasil, veja o Caminho Saint-Hilaire, em Minas e a Volta da Ilha Grande. E, para o calor da região, leia sobre Belém e os 37 graus de outubro.
Fonte: gov.br.
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