Trilha de 200 km entre Conceição e Diamantina exige guia obrigatório; veja por quê
O Caminho Saint-Hilaire liga Conceição do Mato Dentro a Diamantina, em Minas Gerais, por cerca de 200 quilômetros na Serra do Espinhaço. O Ministério do Turismo divulgou a rota em 1º de outubro de 2026.
Imagem: Demetrio Jereissati/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Ela cruza a Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço e passa por áreas de Mata Atlântica e de Cerrado, com destaque para os campos rupestres.
O nome homenageia Auguste de Saint-Hilaire, naturalista francês que passou pela região no século 19 e registrou a flora e a cultura mineira em seus diários.
Quanto tempo e como fazer
Para quem anda a pé, a distância planejada é de 182 quilômetros, em dez a doze dias de viagem. Ciclistas e cavaleiros percorrem um traçado de 200 quilômetros, em sete a nove dias. A travessia, segundo o ministério, pode durar de nove a doze dias, conforme o modo.
A dificuldade é moderada, com altimetria positiva de até 1.277 metros. Exige preparo físico e equipamento adequado.
Guia obrigatório
A trilha ainda não está disponível no formato autoguiado. Por isso, é indispensável contratar guias locais, para garantir segurança e aproveitar melhor a experiência. Confirme com as comunidades e com os responsáveis pela rota as datas, os valores e a hospedagem.
O que o caminho atravessa
Durante a travessia, passa-se por diversas unidades de conservação, como a APA das Águas Vertentes, o Monumento Natural Várzea do Lajeado e Serra do Raio e as RPPNs Terra da Unidade e Terra do Sol. A paisagem inclui miradouros de altitude, grutas, cascatas e locais para banho, além de céu limpo para ver as estrelas.
Quinze comunidades no caminho
A rota se conecta a quinze comunidades tradicionais, como Itapanhoacanga, Milho Verde, São Gonçalo do Rio das Pedras, Córregos, Vau e Tapera. Ali há casarios preservados e igrejas barrocas. A região abriga o Patrimônio Mundial de Diamantina e o sistema agrícola das apanhadoras de flores Sempre-Vivas, considerado pela ONU o primeiro Patrimônio Agrícola Mundial do Brasil.
O que comer
A rota passa pelos territórios do queijo minas artesanal do Serro e de Diamantina, bens culturais imateriais. Há ainda vinhos, cafés e cervejas artesanais do Alto Jequitinhonha. A tradição local oferece o Chá do Pedestre, de rosmaninho, adotado pelo próprio Saint-Hilaire nas expedições.
Para outra travessia longa, leia sobre a Volta da Ilha Grande, no Rio de Janeiro e sobre o Caminho de Santana, em Goiás.
Fonte: gov.br.
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