Mata Atlântica parece só praia, mas esconde mangue, gruta e picos de serra
A Mata Atlântica reúne serras, florestas tropicais fechadas, manguezais, ilhas e praias, e cada região do país mostra um pedaço diferente desse bioma, do coral de Alagoas aos cânions do Sul.
Imagem: Guaráwolf/Wikimedia Commons (Public domain). Origem: upload.wikimedia.org.
A lista vem de um roteiro publicado em 27 de julho de 2026 pelo Ministério do Turismo, que destaca o bioma como um dos principais destinos de ecoturismo e turismo de aventura.
O mesmo nome cobre cenários que têm pouco em comum à primeira vista: um mangue com peixe-boi, uma gruta no alto da serra e uma trilha entre araucárias.
Nordeste: mar, mangue e serra úmida
Em Alagoas, a APA Costa dos Corais, em Maragogi e Japaratinga, tem águas cristalinas para passeio de catamarã e mergulho com snorkel entre corais. Nas serras do interior, trilhas em floresta de altitude servem a quem observa aves.
Na Bahia, o Parque Nacional do Monte Pascoal combina caminhadas na mata, praias desertas e a cultura do povo Pataxó. No Ceará, o Parque Nacional de Ubajara, na Serra da Ibiapaba, une clima ameno, mata fechada, mirantes e cachoeiras, e a Gruta de Ubajara pode ser alcançada por trilha ou de teleférico.
Na Paraíba, a APA da Barra de Mamanguape oferece passeios de barco pelo manguezal para avistar o peixe-boi-marinho. Em Pernambuco, Fernando de Noronha tem trilhas que ligam praias, morros e mirantes em área preservada de Mata Atlântica, como a Baía do Sancho.
Sudeste: picos, cavernas e litoral selvagem
No Espírito Santo e em Minas Gerais, o Parque Nacional do Caparaó atrai quem quer chegar ao Pico da Bandeira. Em Minas, o Parque Estadual do Ibitipoca tem cavernas de quartzito, cânions e a Janela do Céu. No Rio de Janeiro, a Serra dos Órgãos guarda a Travessia Petrópolis-Teresópolis e o Dedo de Deus, e o Parque Nacional da Tijuca leva a picos como a Pedra da Gávea.
Em São Paulo, a Serra do Mar preserva a maior faixa contínua de floresta do estado, e o Parque Turístico do Alto Ribeira (PETAR) é descrito como o centro do espeleoturismo, com cavernas e rios subterrâneos. Mais um parque paulista, a Estação Ecológica Mico-Leão-Preto, protege o mico que dá nome à unidade, assunto de uma matéria do Rota Planeta sobre a estação ecológica do mico-leão-preto.
Sul: cânions, araucárias e serras
No Paraná, o Parque Nacional do Iguaçu mostra as Cataratas em meio à floresta subtropical, e o Pico Paraná é o ponto mais alto do Sul. O passeio de trem entre Curitiba e Morretes cruza a Serra do Mar paranaense. Sobre as quedas, o Rota Planeta explica por que as Cataratas formam uma curva de quedas sobre basalto.
No Rio Grande do Sul, os parques de Cambará do Sul têm cânions verticais, como Itaimbezinho e Fortaleza, com cachoeiras e matas de araucária. Quem quer comparar os dois pode ler Itaimbezinho ou Fortaleza. Em Santa Catarina, a subida da Serra do Rio do Rastro e as trilhas da Pedra Furada, em São Joaquim, ganham destaque.
Centro-Oeste e como escolher
A Serra da Bodoquena, em Mato Grosso do Sul, guarda Mata Atlântica no interior do país, com rios de águas cristalinas e ligação com Bonito, referência em flutuação e mergulho.
Ao montar o roteiro, vale lembrar que cada região tem a sua melhor época e as suas regras. Confira horários, exigências de condutor e reservas direto com a gestão de cada parque antes de viajar.
Fonte: gov.br.
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