Parque Marinho do Albardão tem 1 milhão de hectares e é o maior do tipo no Brasil
O Parque Nacional Marinho do Albardão, no litoral sul do Rio Grande do Sul, tem cerca de 1 milhão de hectares e será o maior parque marinho do Brasil.
Imagem: ElizouT/Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0). Origem: upload.wikimedia.org.
Ele foi criado por decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União em 6 de março de 2026, junto com a APA do Albardão, no município de Santa Vitória do Palmar.
O ICMBio, que vai administrar as duas unidades, destacou o conjunto em outubro. A seguir, o que muda na região e o que ainda não está definido.
O que é o Parque Nacional Marinho do Albardão
O parque foi pensado para proteger os ambientes mais sensíveis da região e reduzir a pressão sobre espécies ameaçadas. Também deve funcionar como área-berçário e de recomposição dos estoques de pesca, com efeito de transbordamento: mais peixe dentro da área protegida tende a significar mais peixe nas áreas abertas.
Ali estão os concheiros, depósitos fossilíferos que registram a evolução da costa ao longo de milhares de anos. A toninha, o golfinho mais ameaçado do Atlântico Sul Ocidental, está entre as espécies que usam a área para se alimentar e se reproduzir. Tartarugas marinhas, tubarões, raias e aves migratórias também aparecem na lista do ICMBio.
APA do Albardão e zona de amortecimento
A APA tem cerca de 56 mil hectares e foi desenhada para ordenar o uso do território costeiro. Ela mantém atividades tradicionais, sobretudo a pesca artesanal, e abre espaço para ecoturismo na faixa de areia, de 250 km, apontada pelo governo como a praia mais longa do mundo e a parte mais isolada do litoral brasileiro.
O conjunto ainda tem uma zona de amortecimento de cerca de 614 mil hectares, sendo 558 mil próprios e 56 mil da APA. Somando parque e zona de amortecimento, são 1.618.488 hectares.
O governo diz que as unidades devem valorizar o turismo sustentável nos Lençóis Rio-Grandenses. Quem já se interessa por esse tipo de paisagem pode comparar com o transporte autorizado nos Lençóis Maranhenses, outra área gerida pelo ICMBio.
Por que o litoral gaúcho importa para aves e baleias
O trecho fica na rota atlântica das Américas, que liga o Ártico canadense e o Alasca ao sul da América do Sul. Para as aves migratórias, a costa funciona como ponto de descanso e alimentação, com invertebrados e pequenos crustáceos.
Mais ao norte, o litoral catarinense tem outro espetáculo marinho: veja onde observar a baleia-franca em Imbituba e Garopaba.
O que ainda falta saber
O ICMBio gerencia 344 unidades federais, e desde 2023 o governo criou 10 novas e ampliou 4. O material divulgado não traz as regras de visitação do Albardão, como acessos, horários e atividades permitidas. Elas dependem do plano de manejo, ainda por fazer.
Antes de planejar uma viagem à região, consulte os canais do ICMBio e da prefeitura de Santa Vitória do Palmar.
Fonte: gov.br.
Leia também: Amapá tem a maior taxa de picada de cobra do Brasil · Parque marinho baiano esconde debaixo d'água um espetáculo que as ilhas não mostram · A maior temperatura já registrada no Brasil, diz o Inmet


