Centro em Caravelas mostra Abrolhos sem barco, mesmo com o arquipélago a 70 km
O Centro de Visitantes do Parque Nacional Marinho dos Abrolhos fica em Caravelas, no sul da Bahia, e abre todos os dias, sem precisar de barco. O arquipélago está a cerca de 70 quilômetros da cidade, mas a exposição, as trilhas e a réplica da baleia-jubarte em tamanho real ficam em terra firme.
Imagem: Reprodução/wli.wwt.org.uk. Origem: wli.wwt.org.uk.
A informação está na página oficial do ICMBio sobre o parque.
O que o Centro de Visitantes de Abrolhos mostra em Caravelas
Segundo o ICMBio, o Centro é um espaço educativo. Ele reúne uma exposição interpretativa, trilhas no ambiente natural, arte e tecnologia, além da réplica em escala real da baleia-jubarte. É a peça que costuma resumir a razão de o lugar ser conhecido: Abrolhos é o principal berçário de baleias-jubarte da costa brasileira.
A página não informa horário de abertura, valor de entrada nem telefone do Centro. Por isso, o primeiro passo de quem monta o roteiro é confirmar esses dados diretamente com a gestão do parque antes de ir.
Para quem gosta do tema, o site tem um texto sobre observação de baleias em Santa Catarina, que ajuda a comparar as espécies e os locais.
Por que Caravelas é a base do parque
Desde 12 de maio de 2020, a gestão do parque é feita pelo Núcleo de Gestão Integrada ICMBio Abrolhos, sediado em Caravelas. O mesmo núcleo cuida da Reserva Extrativista de Cassurubá.
O Parque Nacional Marinho dos Abrolhos foi criado em abril de 1983 e foi o primeiro parque nacional marinho do Brasil. A área protegida soma 87.943 hectares e se divide em duas partes que não são coladas. Uma protege o Recife de Timbebas, entre Alcobaça e Prado. A outra, a cerca de 70 km de Caravelas, inclui o Arquipélago dos Abrolhos e o Parcel dos Abrolhos, formado por milhares de estruturas recifais chamadas chapeirões, que só existem no Banco dos Abrolhos.
O arquipélago tem cinco ilhas de origem vulcânica: Redonda, Siriba, Sueste, Guarita e Santa Bárbara. A última fica fora dos limites do parque e está sob jurisdição da Marinha do Brasil.
Quem quer ver o arquipélago precisa de uma operadora credenciada
O parque está aberto ao público o ano todo, mas a visitação segue medidas preventivas combinadas entre a equipe do ICMBio, as operadoras credenciadas e os condutores de visitantes. O ICMBio pede que o turista respeite as normas em vigor. Como o texto oficial fala em operadoras credenciadas, vale perguntar pelo credenciamento antes de contratar o passeio de barco.
Dentro do parque, a pesca não é permitida. O ICMBio explica que a ausência de pesca ajuda a recuperar as populações de peixes, que depois ocupam também áreas vizinhas onde a pesca é liberada. O instituto usa lanchas de vigilância e drones, e mantém monitores ambientais todos os dias no arquipélago.
Se a ideia é entender o trabalho do instituto em outras áreas da Mata Atlântica, o texto do site sobre a recuperação do mico-leão-dourado mostra outro caso de manejo.
Como organizar o dia em terra
O roteiro terrestre começa por Caravelas e pelo Centro de Visitantes. Antes de sair de casa, peça à gestão do parque, pelos canais do ICMBio, o horário e as regras de entrada. Quem quiser ir ao arquipélago depois deve contratar uma operadora credenciada e confirmar com ela a data e as medidas em vigor.
Fonte: gov.br.
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