Brasil reduz emissões, mas energia e resíduos sobem: entenda o limite desse avanço
Se você quer entender por que o Brasil reduz emissões sem avançar em todos os setores, a diferença está na origem dos gases: o recuo do desmatamento puxou a queda nacional em 2025, mas energia e resíduos aumentaram suas emissões.
Imagem: Agência Brasil. Origem: agenciabrasil.ebc.com.br.
Separar esses movimentos mostra por que proteger florestas é essencial, mas não resolve sozinho o desafio climático.
Segundo a Agência Brasil, com dados da 14ª edição do Seeg, do Observatório do Clima, as emissões brutas passaram de 2,19 bilhões para 2,06 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente entre 2024 e 2025, queda de aproximadamente 6%.
O resultado importa porque a redução não foi generalizada. Pelos valores arredondados divulgados, energia e resíduos somaram 523 milhões de toneladas em 2025, cerca de um quarto do total bruto. Para você, isso ajuda a entender por que transporte, combustíveis, lixo e saneamento continuam relevantes, mesmo quando o indicador nacional melhora. A queda, por si só, não significa redução imediata na conta de luz nem melhora equivalente na qualidade do ar da sua cidade.
Por que o Brasil reduz emissões enquanto outros setores crescem
A principal redução veio da mudança de uso da terra, categoria que inclui o desmatamento. Suas emissões brutas caíram de 957 milhões para 814 milhões de toneladas de CO₂ equivalente.
A unidade CO₂ equivalente permite reunir diferentes gases de efeito estufa em uma mesma medida, considerando seu efeito sobre o aquecimento.
| Setor | Emissões brutas em 2024 | Emissões brutas em 2025 |
|---|---|---|
| Mudança de uso da terra | 957 milhões de toneladas | 814 milhões de toneladas |
| Energia | 422 milhões de toneladas | 427 milhões de toneladas |
| Resíduos | 92 milhões de toneladas | 96 milhões de toneladas |
Valores arredondados em CO₂ equivalente. Fonte: Seeg, conforme dados divulgados pela Agência Brasil em 21 de outubro de 2026.
A queda no total nacional não significa que todos os setores estejam emitindo menos. A agropecuária apresentou pequena redução, de 0,1%, enquanto processos industriais e uso de produtos tiveram alta de 0,2%.
Emissões líquidas descontam as remoções de carbono
Você pode comparar diretamente o total bruto com o líquido? Primeiro, é preciso entender o desconto.
As emissões brutas representam os gases emitidos. Para chegar às líquidas, o levantamento desconta remoções de carbono pela vegetação secundária e pelas áreas protegidas.
Com esse cálculo, o Brasil registrou cerca de 1,41 bilhão de toneladas líquidas de CO₂ equivalente em 2025, o menor nível desde 2012. Já o total bruto foi o menor desde 2018.
Emissões líquidas menores combinam o efeito de emitir menos com o de retirar carbono da atmosfera. Por isso, os dois indicadores respondem a perguntas diferentes e precisam ser identificados ao acompanhar metas climáticas.
Quadro de serviço: como acompanhar o avanço
- O que se sabe: o total nacional caiu em 2025, puxado pela mudança de uso da terra; energia e resíduos cresceram.
- O que observar: o ano de referência, o setor e se o número representa emissões brutas ou líquidas.
- Onde consultar: a plataforma do Seeg reúne estimativas por território e setor.
- O que ainda depende de novos dados: a dimensão das próximas reduções e a contribuição de cada setor para elas. Projeções não equivalem a resultados consolidados.
O limite desse avanço aparece em uma conta: a mudança de uso da terra recuou aproximadamente 143 milhões de toneladas, enquanto o total nacional caiu cerca de 130 milhões, considerando os números arredondados apresentados.
A redução nesse setor foi maior que a queda do país inteiro. Parte do ganho foi absorvida pelo saldo dos demais setores. É por isso que continuar reduzindo o desmatamento precisa vir acompanhado de cortes nas outras fontes de emissão.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.
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Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br.
Quem passa temporada no litoral também costuma se interessar por outros registros de fauna marinha, como os golfinhos que apareceram perto da Praia de Gaibu, o polvo que imita uma cobra-do-mar e o tsunami meteorológico que atingiu o litoral catarinense.
Você já viu água-viva ou caravela-portuguesa numa praia do Brasil? Conte como foi nos comentários.
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