Abelhas sem ferrão ganham semana em Vitória com mel e colônias, e o que o público pode ver na Mata Paludosa neste fim de setembro
Vitória realiza de 28 de setembro a 2 de outubro atividades sobre abelhas nativas sem ferrão no Revis Mata Paludosa. A programação reúne mobilização, vivências, observação de caixas, demonstração de duplicação de colônias e degustação de méis. A participação da comunidade é anunciada pela prefeitura nos encontros presenciais da semana.

Abelhas na entrada de uma colmeia. Foto: Jansen Lube/Prefeitura de Vitória.
As abelhas sem ferrão em Vitória entram na programação municipal entre 28 de setembro e 2 de outubro, no Refúgio de Vida Silvestre Mata Paludosa, em Jardim Camburi. A agenda reúne estudantes, profissionais da educação e comunidade em atividades de observação e contato com a mata.
Segundo a Prefeitura de Vitória, a Amecap-ES conduzirá uma apresentação de meliponicultura com caixas de abelhas, demonstração de duplicação de colônias e degustação de méis de espécies nativas.
A programação presencial está confirmada para a comunidade. Quem pretende ir deve confirmar diretamente com o Revis Mata Paludosa, pelo telefone divulgado pelo próprio município, os detalhes da participação antes de se deslocar.
28 de setembro abre com mobilização no entorno
A primeira ação está marcada para segunda-feira, 28, a partir das 14h. A prefeitura informa que moradores e comerciantes do entorno da unidade de conservação serão convidados a conhecer a iniciativa e participar das atividades previstas para a semana.
O tema escolhido é “Abelhas que Educam, Comunidades que Cuidam”. A Semmam realiza a programação por meio da Gerência de Educação Ambiental e do Centro de Educação Ambiental Mata Paludosa, em parceria com a Amecap-ES.
Três vivências têm horário marcado até 2 de outubro
Em 30 de setembro, a vivência vai das 14h às 16h30, com estudantes da Emef Tancredo de Almeida Neves, profissionais da educação e comunidade. Em 1º de outubro, no mesmo horário, participam estudantes e profissionais da Apae Serra, além da comunidade.
Em 2 de outubro, a programação ocorre das 8h30 às 11h com estudantes e profissionais da Emef Adevalni Sysesmundo Ferreira de Azevedo, a Asfa, e comunidade. As atividades presenciais acontecem no Revis Mata Paludosa e em seu entorno.

Meliponicultura é a criação racional de abelhas nativas
Meliponicultura é a criação racional de abelhas nativas, os meliponíneos, especialmente dos gêneros Melipona e Trigona, também conhecidos como abelhas sem ferrão ou indígenas, segundo publicação técnica da Embrapa.
A expressão não é sinônimo de criar qualquer abelha. As abelhas nativas têm papel na polinização e na reprodução de plantas. A Embrapa aponta participação de 40% a 90% na reprodução de plantas nativas, conforme a espécie e o contexto estudado.
Caixas, colônias e méis entram na vivência
A atividade anunciada para os três dias de vivência inclui acolhida na Roda da Colmeia, conversa sobre abelhas sem ferrão, jogo sobre polinização, interpretação ambiental na mata, circuito sensorial e a Caixa da Descoberta.
A demonstração de duplicação de colônias será apresentada pela Amecap-ES. O município anuncia degustação de méis de espécies nativas durante a atividade.

Abelhas nativas contribuem para a biodiversidade
O Instituto Estadual de Meio Ambiente do Espírito Santo afirma que as abelhas nativas sem ferrão auxiliam na conservação de espécies vegetais, na manutenção da biodiversidade e na restauração de ecossistemas degradados.
O órgão também registra 39 espécies de ocorrência no Espírito Santo na lista citada em sua página sobre meliponicultura. A presença desses animais na fauna silvestre explica por que o manejo tem regras.
O cuidado com a fauna brasileira também aparece no acompanhamento do censo de micos-leões-dourados na Mata Atlântica e nas orientações para quem encontra enxames de abelha africanizada em áreas urbanas.
Criar abelhas sem ferrão exige orientação e regularização
Não é uma atividade para começar sem orientação. O Iema informa que o uso e o manejo de abelhas nativas sem ferrão devem ser regulados pelo poder público, para evitar superexploração, patógenos e criação de espécies não nativas.
No Espírito Santo, a criação comercial depende de autorização específica do Iema, conforme a Instrução Normativa Iema nº 011-N/2023. Ver uma duplicação de colônia no evento não substitui a regularização exigida para manejo comercial.
O refúgio tem 28,69 hectares em Jardim Camburi
O Revis Mata Paludosa é uma unidade de conservação de proteção integral com 28,69 hectares, criada pelo Decreto Municipal nº 17.341/2018. A página municipal informa que o espaço abriga fauna silvestre, nascentes, lago e um meliponário de abelhas silvestres.
O endereço é Avenida Eugênio Pacheco de Queiroz, em Jardim Camburi. O telefone informado pela prefeitura é (27) 3237-2405. O horário regular é de terça a domingo, inclusive feriados, das 7h às 18h, mas não substitui os horários divulgados para o evento.
A participação da comunidade precisa de confirmação prévia
Quem pretende participar deve ligar para o Revis antes de se deslocar, para confirmar inscrição, capacidade, acessibilidade, faixa etária, valor e forma de chegada.
O cuidado também vale para a visita à mata. A programação propõe observação natural sem retirar elementos nem interferir no ambiente, uma orientação coerente com o caráter de proteção integral da unidade. O respeito ao ambiente também é central na temporada de desova de tartarugas marinhas.
Campanha digital está prevista para 3 de outubro
Depois das ações presenciais, a Prefeitura de Vitória prevê lançar uma campanha educativa digital nas redes oficiais em 3 de outubro, data do Dia Nacional das Abelhas. A nota diz que vídeos e outros conteúdos devem ampliar o convite para conhecer e proteger as abelhas sem ferrão.
Antes de sair de casa, confirme a atividade e o horário pelo telefone do Revis Mata Paludosa: (27) 3237-2405.



