O cachorro Buddy virou 'Buddy Jackson' depois que a avó da dona morreu, e o vitiligo tem outra explicação
Isabela de Ridder, 21 anos, de Santos (SP), postou no TikTok o antes e depois de Buddy, seu cão de 11 anos: pouco depois da morte da avó dela, o pelo escuro do cachorro passou a ganhar manchas brancas. O vídeo, publicado em 7 de setembro de 2026, já passa de 2,3 milhões de visualizações.
Buddy, hoje com 11 anos, mostra as manchas brancas que ganhou nos últimos tempos e valeram o apelido de Buddy Jackson. Reprodução/TikTok (@desabafosbebela.com).
Buddy foi adotado em 2015 pela família de Isabela de Ridder, em Santos, no litoral de São Paulo, e cresceu sendo o cão da casa toda. Mas quem tinha ele como xodó de verdade era Andrée Gabrielle, avó de Isabela: os dois viveram juntos por seis anos, e é essa parte da história que a família contou num vídeo publicado em 7 de setembro de 2026 no perfil @desabafosbebela.com no TikTok.
A publicação já passa de 2,3 milhões de visualizações e 430,9 mil curtidas. Um segundo vídeo, de 13 de setembro, contando a história completa, soma mais 733 mil visualizações. Veículos como a Super Rádio Tupi e o Alagoas 24 Horas já repercutiram o caso.
O vitiligo de Buddy é real, confirmado por biópsia veterinária, e cachorro pode sim ter a mesma condição de pele que também atingiu Michael Jackson. O luto pela avó não é a causa da despigmentação: a coincidência de datas chamou atenção, mas a causa clínica é outra história.
Ver o vídeo de @desabafosbebela.com no TikTok
Quem é Isabela e o cachorro que virou xodó da avó
Isabela de Ridder tem 21 anos e mora em Santos, no litoral paulista. Buddy chegou à família em 2015, ainda filhote, e virou parte da rotina da casa: praia, passeio no calçadão, idas ao mercado no carrinho de compras (sim, ele adora subir ali). Quem contou boa parte disso foi a própria Isabela, nos vídeos que publicou no TikTok em setembro de 2026.
Mas o vínculo mais forte de Buddy era com Andrée Gabrielle, avó de Isabela: os dois moraram juntos por seis anos, e o cachorro dormia, comia e passava boa parte do dia ao lado dela. É esse laço que dá o tom emocional ao vídeo que viralizou, e que explica por que a família fez questão de contar a história completa, não só mostrar o antes e depois do pelo.
O dia 6 de julho que juntou aniversário e despedida
Segundo o relato da família, Buddy nasceu em 6 de julho de 2015. Dez anos depois, no mesmo dia 6 de julho, Andrée Gabrielle morreu. A coincidência entre o aniversário do cão e a despedida da avó é o gatilho emocional da história, e foi repetida por todos os veículos que cobriram o caso até agora.
Foi só depois dessa data que a família começou a notar as primeiras manchas brancas surgindo no pelo escuro de Buddy, num processo gradual que se espalhou ao longo dos meses seguintes. A trilha temporal é real, mas ela não é, sozinha, uma prova científica de causa, e a explicação clínica ajuda a entender o porquê.
Cachorro pode ter vitiligo?
Pode, sim, embora não seja comum. A dermatologista veterinária Mayara Andrade Grottone, ouvida pelo Alagoas 24 Horas, explica que "cães podem ter vitiligo, uma doença adquirida que provoca a perda progressiva das células responsáveis pela produção de melanina". Para confirmar o diagnóstico em Buddy, a família levou o cachorro ao veterinário, que fez biópsia de áreas com pelo preto e branco, além de outros exames.
De acordo com uma clínica veterinária especializada, a Gold Lab Vet, o vitiligo canino tem origem multifatorial, envolvendo predisposição genética, um possível componente autoimune e gatilhos como estresse. A boa notícia é que a despigmentação, na maioria dos casos, não dói nem coça: o problema é praticamente estético, mas exige cuidado redobrado com protetor solar em áreas sem pigmento e menos exposição ao sol entre 10h e 16h.
De onde saiu o apelido 'Buddy Jackson'?
A brincadeira começou nos próprios comentários do TikTok: ao ver o cão ganhando manchas brancas espalhadas pelo corpo, internautas lembraram do cantor Michael Jackson, que também tinha vitiligo e viu a pele clarear ao longo da carreira. O apelido pegou rápido e virou praticamente o nome oficial do cachorro nas redes.
Não é a primeira vez que um cão com vitiligo vira notícia por causa dessa comparação: casos parecidos já circularam em redes internacionais com outros cachorros que mudaram de cor ao longo dos anos. O que deu a Buddy um alcance maior no Brasil foi justamente a história por trás, a avó, o dia 6 de julho, o "xodó" que virou legenda.
O que o público está falando sobre o caso de Buddy
O sinal de tração aqui é grande: 2,3 milhões de visualizações e 430,9 mil curtidas no primeiro vídeo, mais 733 mil visualizações no vídeo seguinte que contou a história completa, ambos no perfil @desabafosbebela.com. Foi esse volume que levou o caso para fora do TikTok: primeiro a Super Rádio Tupi e o Alagoas 24 Horas, depois outros portais de todo o país repetiram o apelido "Buddy Jackson" que nasceu nos comentários.
O padrão de reação relatado pelos veículos que cobriram o caso é de comoção misturada com humor: gente emocionada com a história da avó, gente fazendo piada com a referência a Michael Jackson, e muita gente perguntando, nos comentários, se aquilo realmente podia ser vitiligo.
Antes de repetir que foi o luto, um detalhe importa
É tentador fechar essa história como "o cachorro ficou branco de tristeza", mas nenhuma fonte, nem a família, nem a dermatologista consultada pela imprensa, afirma isso como causa comprovada. O que existe é uma coincidência de datas forte o bastante para emocionar qualquer um, e uma explicação clínica que já é conhecida da veterinária, com ou sem luto envolvido.
A própria Gold Lab Vet cita o estresse como um possível gatilho entre vários fatores, ao lado de genética e resposta autoimune, o que significa que um evento como a morte da avó pode, na teoria, ter contribuído. Mas não existe, até agora, um exame que prove essa ligação no caso específico de Buddy: a coincidência está registrada, a causa clínica está confirmada, e a relação entre as duas segue em aberto.
Buddy hoje: rotina normal, protetor solar e um apelido que pegou
Com o diagnóstico em mãos, a rotina de Buddy mudou pouco: ele segue andando pela praia, subindo em carrinho de mercado e sendo, segundo a própria família, um cão ativo e brincalhão, agora com uma lista extra de cuidados que inclui protetor solar, shampoos específicos e menos sol nos horários de pico.
Fica então a pergunta para quem chegou até aqui pelo vídeo: você já viu algum cachorro perto de você com manchas parecidas, e reparou se alguém levou ao veterinário para investigar?
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