Deserto de sal da Bolívia vira espelho depois da chuva; veja por que o céu aparece nele
O Salar de Uyuni, na Bolívia, é o maior deserto de sal do mundo, com cerca de 10.582 quilômetros quadrados, e depois da chuva ele ganha uma lâmina fina de água parada que o transforma no maior espelho do planeta, com 129 quilômetros de largura. As informações são da Wikipédia.
Imagem: Reprodução/uyunisaltflat.com. Origem: uyunisaltflat.com.
O reflexo do céu aparece porque a superfície é extremamente plana e a água fica sem ondas.
Quanto mede
O salar fica no sudoeste da Bolívia, na província de Daniel Campos, no departamento de Potosí, perto do topo dos Andes. A altitude é de cerca de 3.660 metros (a fonte dá 3.656 em um trecho e 3.663 na tabela). O comprimento médio é de 126 quilômetros e a largura média, de 84.
Para dar uma ideia de escala, a área é cerca de 100 vezes a das Bonneville Salt Flats, nos Estados Unidos.
Por que a superfície é tão plana
O salar hoje é coberto por uma camada de sal de cerca de 8 metros de espessura, extremamente plana: a altitude média varia menos de um metro em toda a extensão. Essa planura e o céu claro tornam o salar ideal para calibrar os altímetros de satélites de observação da Terra.
Depois da chuva, uma película fina de água, em calmaria total, forma o espelho. Quanto mais plano o terreno, mais uniforme fica o reflexo.
Como nasceu
O Salar de Uyuni resulta da transformação de sete lagos do fim do Pleistoceno, cuja secagem progressiva acumulou depósitos de sal. Entre 30 mil e 42 mil anos atrás, a área fazia parte de um lago pré-histórico gigante, o Minchin, que depois virou o paleolago Tauca, com profundidade máxima de 140 metros. O mais jovem, o Coipasa, secou há 11,5 mil a 13,4 mil anos e deixou dois lagos atuais, Poopó e Uru Uru, e dois grandes desertos de sal, Coipasa e Uyuni.
Sob a crosta há lama de lago com salmoura saturada de cloreto de sódio, de lítio e de magnésio. A salmoura é excepcionalmente rica em lítio, e a Bolívia detém cerca de 22% dos recursos conhecidos do mundo, segundo a fonte, que fala em 23 milhões de toneladas estimadas em 2024.
Clima, ilhas e flamingos
O clima é seco e frio à noite. A temperatura média máxima chega a 21 °C entre novembro e janeiro, e a mínima a 13 °C em junho. As noites ficam entre -9 °C e 5 °C o ano todo. A chuva varia de 1 a 3 milímetros por mês entre abril e novembro e pode chegar a 80 milímetros em janeiro.
No centro do salar há ilhas que são os topos de antigos vulcões submersos na era do lago Minchin. O salar também serve de rota de transporte pelo altiplano boliviano e é local de reprodução de várias espécies de flamingos. A palavra "salar" significa deserto de sal em espanhol, e "Uyuni", na língua aimará, quer dizer "curral".
Outros céus e desertos
Para ver como o ar seco e o céu limpo do Atacama favorecem telescópios, o Rota Planeta explica por que os observatórios ficam no deserto do Atacama. E, se o seu destino é a região andina, também há a natureza escondida de Machu Picchu. O reflexo costuma aparecer na estação das chuvas, então confirme as condições antes de viajar.
Fonte: en.wikipedia.org.
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